Opinião

O problema das próximas autárquicas em Leiria

12 jun 2020 17:12

Aliás, está provado que o Hospital não só não estava ingovernável como, além disso, tem aguentado heroicamente o embate da Covid-19.

Dos partidos que, habitualmente, apresentam candidatos à Câmara de Leiria, tudo indica que o Bloco e o PCP irão concorrer, mesmo sem probabilidade de eleger vereadores.

O PS, por sua vez, apresentará, mais do que provavelmente como candidato, o atual titular do lugar.

Por fim, o PSD continua sem saber se concorre sozinho ou coligado com o CDS, sendo que este último, se concorrer sozinho, dificilmente conseguirá eleger.

Fora dos circuitos partidários, o nome do putativo candidato Helder Roque encontra-se, definitivamente, afastado depois de, no Parlamento, ter sido humilhado, enquanto administrador do Hospital de Leiria, até porque o seu sucessor tem demonstrado que o ex-administrador, afinal, não era uma solução, mas um problema.

Aliás, está provado que o Hospital não só não estava ingovernável como, além disso, tem aguentado heroicamente o embate da Covid-19.

Problema, também, nas hostes social-democratas, onde não se vislumbra um candidato ganhador. À espreita está, desde há muito, o atual presidente da Câmara da Batalha, que se tem colocado em bicos de pés para ser o escolhido o que, a ocorrer, levaria o PSD a mais um desastre eleitoral.

O seu estilo eclético e altivo é, completamente, contrário ao eleitorado de Leiria que gosta, comprovadamente, de candidatos terra-a-terra. Foi esse fator que deu vitórias a Damasceno e a Castro.

Melhor seria o PSD recandidatar Fernando Costa, dada a sua capacidade de abnegação e resistência que tem demonstrado face às difíceis condições pessoais e políticas com que se tem deparado, nestes últimos três anos, mas, ao que parece, terá já comunicado a Rui Rio que não será candidato.

Se os decisores políticos do PSD acabarem por ceder às jogadas de bastidores de Paulo Batista, a Câmara de Leiria fugirá àquele partido por mais doze anos, ficando, assim, arredado do poder durante vinte e quatro longos anos, num concelho onde, por ironia, é a maior força política.

O autarca da Batalha, apesar da permanente campanha de propaganda, tem demonstrado ser um flop político cuja incompetência ficou provada quando veio revelar que as portagens cobradas na A19 (variante da Batalha), construída, precisamente, para evitar o trânsito intenso junto ao mosteiro, que o destrói aceleradamente, não dão para pagar os pórticos.

Então, se aquelas portagens não rendem nada e dão até prejuízo, é acabar com elas.

Fica demonstrada a inabilidade política daquele autarca, em conseguir fazer algo da maior importância e da maior simplicidade que é desviar o trânsito maciço, frente ao Mosteiro, para a variante.

Ainda para mais, durante os anos 2013, 2014 e 2015, o primeiro-ministro era o líder do seu partido e nem assim conseguiu que fosse abolido o pagamento de portagens na pequeníssima autoestrada de apenas dezasseis quilómetros, de forma a salvar o Mosteiro que é Património da Humanidade classificado pela UNESCO.

Em Leiria, tudo está em aberto e tudo demonstra que é necessária uma forte candidatura independente que garanta a verdadeira liderança de que o concelho de Leiria tanto precisa.

Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990

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