Opinião

Nós soberanos

5 set 2019 00:00

Como lucidamente asseverou Alvin Tofler, numa pertinente adaptação do pensamento Hobbesiano, a informação é poder.

Está demonstrado que os veículos de condução autónoma têm uma taxa de acidentes muito menor do que os veículos conduzidos por humanos.

Socorrendo-se do manancial de informação que comporta, o algoritmo toma decisões, de forma vertiginosamente mais rápida do que nós, “ponderando” as probabilidades de acidente, decidindo, por conseguinte, virar, travar ou acelerar, em função do menor dano possível.

Outra vantagem dos computadores e robôs é a particularidade de obedecerem à sua programação sem se deixarem influenciar por preconceitos, raiva ou maldade, na medida em que são desprovidos de emoções.

Mas isso pode ser muito perigoso, uma vez que se a programação não for determinada pelo “homem bom” o autómato seguirá, à risca, as instruções.

Se a ordem for para matar, nenhum sentimento, como a bondade ou a compaixão, interferirá na execução da mesma. Os algoritmos comportam em si mesmos a preocupante possibilidade de virem a conhecer cada um de nós melhor do que nós.

Essa informação, quando nas mãos de tiranos, apresenta-se como um perigo latente até porque os governos autoritários terão maior aptidão para irem mais longe no desenvolvimento e utilização desses dados, visto que desconsideram direitos humanos básicos como a privacidade e a individualidade.

Como lucidamente asseverou Alvin Tofler, numa pertinente adaptação do pensamento Hobbesiano, a informação é poder.

Nos primórdios da Humanidade, o poder alicerçava-se na posse de terras, distribuídas em função do poder bélico dos conquistadores. Essa realidade cimentou-se, durante milénios, até à revolução industrial e ao advento do poder capitalista que perdura há dois séculos.

Por fim, a era da Big Data irrom

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