Opinião

Um povo em chamas

2 ago 2019 00:00

Face à intolerável repetição do desastre, António Costa limitou-se a dar uma entrevista num quartel de bombeiros, dando de barato que o governo havia falhado.

A recente polémica dos kits de incêndio veio por a nu a incapacidade do governo em lidar com catástrofes, além da comprovada inabilidade em garantir algumas das principais funções do Estado.

Hospitais paióis militares e proteção das populações são tarefas fundamentais que o governo tem demonstrado, por variadíssimas vezes (demasiadas), não saber acautelar.

Em junho de 2017 morreram dezenas de pessoas, naqueles que ficaram conhecidos por “incêndios de Pedrógão”.

O governo disse que as condições meteorológicas foram as responsáveis por esse morticínio, tese que, enquanto cidadão, aceito, embora com reservas.

Relativamente a esse verão, os factos são esmagadores, pois o mês de setembro foi o mais seco dos últimos 87 anos, sendo que mais de 88% do território se encontrava em seca severa ou extrema.

Face a isto e mantendo-se essa situação de perigo evidente, o governo, inexplicavelmente, permitiu que o dispositivo de combate a incêndios fosse desativado no início de outubro e a tragédia repetiu-se, matando mais cinquenta pessoas.

Face à intolerável repetição do desastre, António Costa limitou-se a dar uma entrevista num quartel de bombeiros, dando de barato que o governo havia falhado. Assim, sem mais…

Famílias inteiras morreram imoladas no fogo e o primeiro-ministro limitou-se a dizer que aquelas mortes serviriam de lição para “evitar erros futuros”.

Mas os sessenta mortos de Pedrógão não foram suficientes para o governo, no mínimo, estar alerta?!

O responsável pelo desativamento do "estado de prontidão máxima" vai ficar sem responder por esse ato completamente irresponsável, e, porventura, criminoso?

Como o governo sabe que a opini&atil

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