Opinião

Um conto (i)moral

29 mar 2019 00:00

Apesar de o seu salário ser 240 vezes maior do que o salário mais baixo praticado na empresa, Gosn criou um esquema secreto de retirada de rendimentos da empresa a seu favor, não contabilizados.

Nas minhas leituras atrasadas, peguei na revista do jornal Expresso de 2 de Fevereiro passado e encontrei um artigo sobre o ex-patrão da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, de origem brasileira, viveu no Líbano e foi educado em França, preso no Japão por fuga ao fisco e outras habilidades financeiras em proveito próprio e em prejuízo da Nissan.

Carlos Gosn era considerado um mito da gestão que conseguiu recuperar a Nissan, embora à custa do corte de 21 mil postos de trabalho, uma solução pouco simpática para a cultura japonesa, mas os resultados obtidos pela gestão de Gosn, em termos de recuperação da Nissan, obrigaram os japoneses a ir engolindo o sapo.

Mas o ponto fraco de Gosn, como o de muitos gestores de topo, e que levou à sua queda, foi a ganância.

Apesar de o seu salário ser 240 vezes maior do que o salário mais baixo praticado na empresa, Gosn criou um esquema secreto de retirada de rendimentos da empresa a seu favor, não contabilizados.

Entretanto, a estrela da Nissan começou a perder brilho, as vendas baixaram e as perspectivas de recuperação não eram famosas, criando-se as condições para que os japoneses pudessem retaliar.

Gosn foi preso em Novembr

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