Economia

Tecnologia do Grupo Iberomoldes ajuda a produzir aeronave modular

30 jan 2020 00:00

Consórcio inclui empresa SETsa, da Marinha Grande. Resultados do projecto foram apresentados esta terça-feira

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Solução pretende ser eficiente, flexível e adaptável ao tipo de missão
DR
Raquel de Sousa Silva

Desenhada para vôo autónomo ou semi-assistido, a aeronave Flexcraft foi concebida de forma modular – separando a asa da fuselagem – o que permite a utilização de uma mesma asa autónoma com diferentes cabines, para missões distintas. Os resultados do projecto foram divulgados anteontem em Lisboa, com a apresentação de uma mockup à escala real.

O projecto Flexcraf foi desenvolvido por um consórcio composto pela SETsa, empresa da Marinha Grande que faz parte do Grupo Iberomoldes, pela Almadesign, pela Embraer Portugal, pelo INEGI e pelo IST. Financiado pelo Portugal 2020, implicou um investimento na ordem dos 3,2 milhões de euros, a que correspondeu um incentivo não reembolsável de 1,7 milhões.

Vôo e operação, usabilidade e flexibilidade, materiais e processos são as três linhas de desenvolvimento do projecto, que pretendeu aprofundar um dos conceitos de aeronaves gerados pelo projecto newFACE (o Utility), que tem por objectivo dar resposta a diferentes missões civis, nomedamente transporte comercial de passageiros e carga; apoio a actividades de protecção civil, vigilância e agricultura, entre outros.

Tem capacidade para sete passageiros e é apresentada como “mais rápida e eficiente do que um helicóptero, de fácil operacionalidade e de baixo consumo”. É híbrida-eléctrica, tem uma autonomia de mil quilómetros e pode atingir os 400 quilómetros/hora.

“Com este projecto pretende-se validar uma aeronave com capacidade STOL (Short Take-Off and Landing), procurando definir as melhores configurações de aeronaves, desenvolver novos processos de produção, integrar novos materiais, de forma a criar uma solução sustentável, eficiente, flexível e adaptável ao tipo de missão solicitada”, aponta uma nota à imprensa da Almadesign.

“A SETsa integra este consórcio desde 2011 e desde essa data tem vido a desenvolver diversos projectos na área aeronáutica, como foram o Life e o NewFace, e agora, em continuidade, o Flexcraft. As mais-valias são muitas, pois o trabalhar em consórcio com outras empresas e entidades do sistema científico e tecnológico nacional é muito importante para desenvolver competências”, afirma Joaquim Menezes, presidente do

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