Sociedade

Parque de Ciência e Tecnologia para ajudar a criar novas empresas relacionadas com o mar

13 jun 2019 00:00

Projecto nasce em Peniche, onde Cetemares desenvolve investigação no âmbito dos recursos marinhos

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Raquel de Sousa Silva

Assumir uma intervenção clara no domínio do mar, criando condições para o surgimento de projectos empresariais baseados no conhecimento e na inovação, com enfoque particular em sectores tradicionais e emergentes, e que permitam a criação de riqueza para a região e para o País, é o objectivo da criação do SmartOCEAN.

A sua criação e gestão está a cargo da Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar, entidade que tem como sócios fundadores o Município de Peniche, a Docapesca, o Politécnico de Leiria e o Biocant.

O edifício SmartOCEAN vai nascer no porto de Peniche, “num ecossistema de inovação em estreita ligação com a infra-estrutura científica Cetemares”.

Serão investidos quatro milhões de euros (já foi apresentada candidatura ao Centro 2020) na construção de um edifício (ao lado do Cetemares) “dotado de condições de excelência em termos físicos e de equipamentos tecnológicos, adequado à validação de ideias empreendedoras, baseadas no conhecimento e na inovação.

Pretende-se que seja um “polo de atracção empresarial, de capacitação de empresas e da sociedade, não esquecendo a cooperação entre a economia, a inovação e o conhecimento científico”.

Tudo com o objectivo de “valorizar o conhecimento, promover o empreendedorismo e capacitar o tecido económico, num contexto de oportunidades criadas por políticas de especialização inteligente de âmbito regional e de uma estratégia nacional e europeia para o crescimento azul”.

Sérgio Leandro, coordenador científico do projecto, explica ao JORNAL DE LEIRIA que se pretende “alterar o paradigma” do tecido empresarial da região, promovendo a criação de novas empresas e de novos produtos relacionados com a economia do mar.

Outro dos objectivos é a captação e retenção de novas competências. “Faltava uma plataforma que transferisse conhecimento, que é este parque de ciência e tecnologia”.

A empreitada de construção do edifício – que será dotado de uma série de serviços de suporte às startups de aquicultura, biotecnologia e inovação alimentar que ali se irão instalar – deverá ser lançada ainda este ano, esperando-se que possa estar em funcionamento no final de 2021.

“Há muito interesse pela área do mar, mas faltam estruturas que possam dar apoio e suporte”, aponta Sérgio Leandro. “Na região Oeste, a economia do mar está ainda muito alicerçada na pesca e na transformação de pescado. Faltam incentivos para colocar em prática os desígnios que têm sido anunciados”.

Para este responsável, o sucesso da economia do mar depende do acesso ao mar, de legislação célere, para que os investidores possam rapidamente concretizar as suas ideias, e de estruturas que façam a transferência do conhecimento e apoiem o desenvolvimento de empresas numa fase inicial.

É essa precisamente uma das premissas do Mare - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente. Centra a sua investigação nas áreas da biotecnologia marinha, biologia marinha e sustentabilidade e recursos alimentares marinhos.

“Associada à forte componente de investigação e desenvolvimento, a intercepção destas áreas permite fomentar a inovação e potenciar a transferência de conhecimento para as empresas, característica enraizada no ADN do Mare-IPLeiria”, lê-se no site.

“Esta vocação, aliada à missão de sensibilizar para a sustentabilidade e comunicar ciência e conhecimento no domínio dos ambientes e recursos marinhos, permite criar as pontes do mar para a sociedade”.

O Mare está instalado no edifídio Cetemares - Centro de I&D, Formação e Divulgação do Conhecimento Marítimo, de onde têm sido desenvolvidos diversos produtos alimentares inovadores com base nos recursos marinhos, em estreita articulação com as empresas, e muitos deles já disponív

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