Sociedade
Nem a Kristin derruba a tradição do Dia de Espiga na Marinha Grande
Apesar da tempestade que assolou o Pinhal do Rei e destruiu o que restava da floresta, já antes consumida pelo fogo, a tradição do Dia de Espiga cumpriu-se na passada quinta-feira, na Marinha Grande.
Há quem tenha escolhido mesas para assinalar a efeméride na zona da Ponte Nova, em São Pedro de Moel, quem se tenha instalado na foz do Rio Lis, na Praia da Vieira, e quem tenha feito o piquenique no Parque da Cerca, inovação deste ano, promovida pela Junta da Marinha Grande, para garantir o convívio apesar da perda da mata.
Famílias e amigos, gente de várias gerações, uniu-se e confortou-se num ritual de Quinta-Feira de Ascensão que prometem manter vivo.
Resistentes no pinhal
Rúben Santos, 29 anos, foi um dos rapazes que escolheu uma mesa na Ponte Nova para fazer o habitual piquenique. Alguns amigos chegaram pelas 6:45 horas, para reservar o lugar, outros trataram do gelo. Entre cervejas e na companhia dos cães, esperavam pelas raparigas, que haviam de chegar com o almoço. No final, o grupo da Marinha Grande, ao qual se juntavam forasteiros da Maceira e de outros lugares vizinhos, deveria reunir 18 elementos, contava Rúben.
“Tentei sempre vir para a mata. Primeiro com os pais, agora com amigos”, conta o jovem. Só a tradição do coelho com ervilhas ficou para trás, iguaria típica deste dia, que foi substituída por grelhados mistos. Este foi um ano “atípico”, lamentava Rúben. Depois da tempestade
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