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Leirena e Surma estreiam espectáculo com artistas de Portugal, Espanha e Finlândia
Conversas com Formigas, esta quinta-feira em Agualva-Cacém
Leiria vai receber o espectáculo no próximo Verão, mas a estreia acontece hoje, no Auditório Municipal António Silva, Agualva-Cacém, concelho de Sintra.
Depois desta quinta-feira, estão previstas mais duas récitas, até sábado, sempre com início às 21 horas.
Conversas com formigas é “um trabalho de teatro físico” e “dança”, que “tem um carácter de intervenção e reflexão sobre a forma como cuidamos do nosso ecossistema”, explica o actor Frédéric da Cruz Pires. Pretende, por outro lado, “ser uma experiência para quem está a assistir”.
O espectáculo é uma cocriação internacional do teatromosca (que lidera o projecto) com o Leirena Teatro (de Leiria, representado por Frédéric da Cruz Pires), o Colectivo Glovo (Espanha) e a Kekäläinen & Company (Finlândia).
Com textos de Kari Hukkila, direcção artística de Sanna Kekäläinen e interpretação de Sanna Kekäläinen, Milene Fialho, Fran Martínez e Frédéric da Cruz Pires, tem banda sonora de Surma, compositora de Leiria.
“Através do cruzamento disciplinar”, Conversas com formigas “investiga o encontro entre corpos, territórios e linguagens performativas contemporâneas. Parte da premissa de criar um conceito em permanente transformação, que será (re)adaptado a cada espaço de apresentação, em formato site-specific, com um performer local e os recursos singulares de cada território”, é referido na nota de divulgação.
Além do espectáculo que será estreado hoje, estão previstos quatro solos e apresentações em Leiria, Vigo e Helsínquia.
“É uma performance que procura criar um diálogo entre humanos e formigas. Espalhadas por quase todo o planeta e organizadas em sistemas complexos fundamentais para o equilíbrio da biosfera, as formigas evidenciam, em simultâneo, a proximidade e o fascínio, mas também a distância e a estranheza que marcam a relação humana com o mundo natural”, avança o Leirena.
“Partindo de dados científicos, memórias pessoais e imagens poéticas, o espectáculo arquitecta uma reflexão física e sensorial sobre movimento, peso, percurso, escuta, decisão e coexistência. Logo, o diálogo tão necessário quanto impossível, será antes uma conversa com a nossa memória, com as nossas suposições, com o nosso futuro incerto e com as condições fundamentais da vida na Terra”, pode ler-se no mesmo texto.