Covid-19

Centro Hospitalar de Leiria põe doentes e familiares a falarem à distância

27 abr 2020 11:42

Todos os utentes internados podem receber ou fazer videochamadas para as suas famílias

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Os profissionais deverão estar aptos a apoiar as famílias e os cuidadores, facilitando o contacto com o doente que está, por força da doença, afastado e isolado
Ricardo Graça/Arquivo

O Centro hospitalar de Leiria (CHL) vai disponibilizar aos doentes, famílias e cuidadores ferramentas digitais que lhes permitam contactar entre si, já que não é possível estarem juntos, refere uma nota de imprensa.

Esta possibilidade visa minimizar o impacto das medidas tomadas pelo CHL que impedem a permanência de acompanhantes e a realização de visitas, permitindo que todos os doentes internados, seja em que serviço for, possam contactar as suas famílias, através de telefone ou videochamada, reduzindo assim a preocupação, o stress e a ansiedade provocados pela separação.

O CHL tem ao dispor de todos os doentes internados telefones portáteis e equipamentos informáticos (tablets) que permitem a realização de videochamadas, que foram doados pelas empresas Incentea e Altice, e pela Fundação “La Caixa”.

Estes equipamentos estão disponíveis no Hospital de Santo André, no Hospital Distrital de Pombal e no Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira.

O medo de contrair a doença, a culpa de se considerarem possíveis transmissores, a falta de informação, a escassez de recursos, o isolamento social e os quadros de ansiedade, são alguns dos problemas que, durante esta fase de pandemia, devem ser acautelados e combatidos.

Assim, os profissionais deverão estar aptos a apoiar as famílias e os cuidadores, nomeadamente facilitando o contacto com o doente que está, por força da doença, afastado e isolado, refere a mesma nota.

Para o CHL, é importante, nesta fase, abordar e avaliar a estrutura familiar, as suas necessidades e impacto que a situação de doença está a ter.

Por isso, é fundamental falar com a família para fazer o enquadramento da doença e da situação do doente, e realçar o seu importante papel, mesmo quando as visitas e o contacto físico não são possíveis, e reforçar o esforço que esta faz para seguir as instruções dos profissionais, que terão um impacto directo no combate à doença.

As famílias reagem, naturalmente, de forma diferente, por isso é importante fomentar a coesão da família e dar-lhe ferramentas para enfrentar este desafio.

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