Sociedade

A partir de 2022, o seu carro vai obrigá-lo a soprar no balão

10 dez 2019 15:17

União Europeia exige que veículos passem a incorporar tecnologia

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A partir de 2022, carros trarão mais sistema de segurança, de série
DR

Pode parecer uma coisa saída de um filme de ficção científica ou de um episódio de O Justiceiro, mas está prestes a chegar ao automóveis que utilizamos no nosso quotidiano.

Após a aprovação do limitador automático de velocidade nos carros novos, agora são os alcoolímetros que estão também confirmados, como equipamentos obrigatórios nos veículos comercializados dentro do território da União Europeia.

Porém, só a partir de 2022 é que o seu carro o irá obrigar a soprar no balão, embora os detalhes sobre como serão incorporados os dispositivos ainda não se conheçam.


O que o Conselho Europeu de Segurança em Transportes (ETSC) refere é que medidas como esta podem reduzir colisões em 30% e salvar 25 mil vidas em toda a Europa nos próximos 15 anos.

Se está a ver uma falha nesta imposição e acredita que é possível pedir a um amigo ou familiar que sopre por si, fique a saber que a União Europeia considerou essa hipótese e está a trabalhar em modos de evitar essas situações.

Algumas das propostas passam por sistemas que obrigam testes repetidos de respiração em intervalos aleatórios para evitar que condutores embriagados peçam a alguém que lhes ligue o carro.

A nível de segurança tudo indica que, na década que agora inicia, venhamos a ter uma pequena revolução nos veículos em termos de segurança activa e passiva, com a exigência, de série de novos dispositivos que, até agora só se encontravam como extras nos veículos mais caros.

Além da famosa “caixa negra” (EDR), há ainda o Lane-Keeping Assistance (LKA), que mantém o carro automaticamente, dentro das guias da estrada, o limitador automático de velocidade ligado ao GPS, ou o Sistema de Câmaras de Monitorização Interna que avalia o estado do condutor através de câmaras internas, para o alertar em caso de sonolência e distracção grave.

“O veículo do futuro em minha opinião será eléctrico, autónomo, partilhado e conectado. Assim, não tenho dúvida que o crescimento de sistemas de apoio à condução é uma realidade com tendência crescente”, diz Nuno Roldão, empresário e dirigente associativo do sector automóvel.

Mas será que, com medidas como estas e com a introdução de inteligência artificial, na próxima década, o condutor vai deixar de ser parte activa na condução da viatura e passar a ser apenas um mero ocupante da viatura?

“Os ADAS [Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor] que há uns anos eram opcionais exclusivos de viaturas de topo-de-gama, estão, hoje,
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