Login
Esqueci a password

Se esqueceu o seu Username ou a sua Password envie-nos o seu e-mail e receberá os seus dados de acesso por e-mail.

Se não sabe que endereço de e-mail utilizou no seu registo, por favor contacte os nossos serviços através do nosso e-mail assinantes@jornaldeleiria.pt.

Para procurar palavras exactas utilize aspas. Ex: "Castelo de Leiria" "Jornal de Leiria"
Área restrita

A secção que pretende aceder é restrita a assinantes do Jornal de Leiria. Para se tornar assinante vá à área Assinatura.

Se já for assinante da edição impressa, pode registar-se na edição online, sem custos adicionais.

Caso já tenha um registo, efectue login.

Opinião

Paulo Kellerman Voltar

14:36 - 29 Agosto 2019
O mito da criação

O mito da criação

E assim fez: imaginou umas criaturas simples mas belas que se ergueriam do solo em direcção às nuvens e se agitariam suavemente ao ritmo do vento.

Havia um jovem deus que vivia num sítio pouco conhecido do universo. Certa vez cometeu um desvario que irritou os pais e foi castigado; deveria passar um dia longe de casa. Para cumprir a punição, optou por um pequeno planeta abandonado, de que nada se sabia porque ficava distante.

Não era uma escolha óbvia, sendo o seu objectivo deixar a mãe um pouco ansiosa; desse modo, talvez ela abreviasse a duração do castigo. Lá foi cumprir a sua penitência; contudo, logo se arrependeu da escolha: era um sítio sem vida nem emoção, sem diversidade, onde dominava o azul dos oceanos e o castanho da terra; e nada mais existia.

Deambulou por ali sem propósito nem objectivo, apenas para passar o tempo. Mas como tantas vezes acontece, o aborrecimento gerou acção. Quis atenuar o tom monótono daquela paisagem. Porque sim. Porque podia.

E assim fez: imaginou umas criaturas simples mas belas que se ergueriam do solo em direcção às nuvens e se agitariam suavemente ao ritmo do vento.

Inundou o planeta de árvores; o verde passou a ser uma das cores dominantes e o sussurro das folhas a agitarem-se propagou-se em todas as direcções. O jovem deus contemplou a sua criaç ão e durante algum tempo sentiu-se bem consigo próprio. Mas depois interrogou-se sobre as limitações do que fizera.

Cada árvore estava fixa num local e impossibilitada de se mover, 

LER MAIS

Faça para ler a totalidade do artigo ou registe-se e aceda à versão integral deste texto





Os comentários são da exclusiva responsabilidade do utilizador