Opinião

Feliz Natal, para todos!

15 dez 2016 00:00
clara-leao-professora-de-danca
Clara Leão, professora de dança

Chegada que é a época das festas, multiplicam-se as declarações pró e contra o Natal. De um lado defendem-se as luzes, os enfeites e os brilhos, enquanto do outro se aborrece a alegria com data marcada, a festa em casa e a música nas ruas.

Para uns é a felicidade da reunião familiar, a tradição da árvore, do presépio e dos presentes, e para outros o ensejo de clamar contra a hipocrisia e o consumismo.

Há na verdade quem viva o Natal como um mergulho nas compras exageradas e o transforme numa festa de luxo e de excesso, crentes na importância do ter para que a felicidade aconteça.

Não saberão, talvez, fazê-lo de outra forma. Mas há também quem milite na descrença da possibilidade de felicidade genuína nesta época, desconfiando da veracidade dos afectos celebrados numa prenda, e considerando qualquer gasto de mau gosto, já que tantos têm tão pouco.

Crentes de que os festejos só poderão ser hipocrisias e vaidades, não poderão, talvez, sentir a felicidade simples da festa em família. Eu gosto do Natal.

Gosto muito. Enfeito a árvore com todo o tempo do mundo, ao serão, lembrando muitos outros natais, pensando em todos quantos já não posso ter comigo e preparando-me para os que vou poder reencontrar.

Antecipo a casa iluminada, a mesa posta, as vozes, os risos e os abraços de quem se quer muito bem e, porque se quer assim, merece esta festa, seja ela religiosa ou pagã, e pesem embora todas as muitas desgraças do Mundo.

Leia mais na edição impressa ou torne-se assinante para aceder à versão digital integral deste artigo.