Opinião

Exportação é risco e adequação

28 fev 2017 00:00
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Márcio Lopes, docente do Politécnico de Leiria

As exportações portuguesas são territorialmente concentradas.

Cerca 49% destina-se a países da zona euro (Espanha, França e Alemanha). Ou seja: quase metade das exportações orienta-se para mercados de proximidade geográfica, cultural e sem custos aduaneiros e risco cambial.  

O maior desafio das exportações nacionais não é o seu crescimento, mas sim a sua diversidade geográfica.

Em todos os processos de internacionalização, as empresas devem encontrar um equilíbrio estratégico entre os objectivos de entrada em novos mercados externos e a sua preparação para os alcançar.  

Do ponto de vista dos mercados externos, a empresa deve estabelecer três dimensões:  

1. O modo de entrada: que pode ser via exportações, agente comercial, subsidiária, franchising, joint ventures, licenciamento e Investimento Directo Estrangeiro. Cada modo de entrada define um compromisso incremental de recursos (tangíveis e intangíveis) da empresa com o seu processo de internacionalização.  

2. Para onde internacionalizar? A diversificação geográfica e, consequentemente, a multiplicação das diferenças culturais entre o país de origem e o país de destino, aumenta o risco do negócio e exige um envolvimento maior da empresa com os mercados externos. 

*Docente do IPLeiria

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