Sociedade

Rápida intervenção inicial evitaria fogos de grandes dimensões

26 out 2017 00:00

Governo anunciou várias medidas para evitar tragédias como as deste ano.

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Se depois do incêndio de Pedrógão Grande já se sabia que nada seria igual, após o fogo do dia 15 de Outubro, que consumiu 86% do Pinhal de Leiria, atingindo casas e empresas em três concelhos do distrito, tudo tem mesmo que ser diferente.

Percebendo que (quase) tudo falhou na Protecção Civil na época de incêndios, o Governo sentou-se à mesa, sábado, durante 11 horas para discutir a reforma nos sistemas de prevenção e combate aos incêndios e adoptar medidas de emergência de apoio às vítimas, depois dos incêndios de Pedrógão Grande (17 de Junho) e da zona Centro (15 e 16 de outubro), que provocaram a morte a mais de 100 pessoas e deixaram um rasto de destruição de casas, empresas e património florestal.

Na reunião extraordinária do Conselho de Ministros foi aprovada a Estratégia Nacional de Protecção Civil Preventiva, que define como "essencial" aproximar a prevenção e o combate aos incêndios rurais e como "prioritário" reforçar o profissionalismo e capacitação em todo o sistema. Algumas medidas aprovadas passam pelo papel reforçado das forças armadas, atribuir a gestão dos meios aéreos à Força Aérea e profissionalizar o modelo de combate aos fogos.

Artur Figueiredo, comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria, aplaude algumas destas medidas e considera “fundamental” um “planeamento permanente” do dispositivo, uma vez que as condições climatéricas estão, cada vez mais, severas.

Salientando a importância da primeira intervenção para impedir que pequenos focos de incêndio se transformem em gigantes fogos, o comandante defende uma actualização constante das condições meteorológicas para que seja possível adequar convenientemente o dispositivo.

“Cada vez mais os incêndios têm uma evolução muito rápida e atingem grandes proporções num curto espaço de tempo, o que dificulta o combate. Nunca tínhamos sentido fogos com a violência dos deste ano. O período de seca que estamos a atravessar potencia a ocorrência de violentos incêndios com grandes projecções e ondas de calor intenso, o que acontece mesmo junto à orla marítima”, acrescenta o comandante.

Para Artur Figueiredo, as Forças Armadas “podem ter um papel fundamental na vigilância, patrulhamento, gestão das comunicações e no apoio ao combate”, sendo mais um parceiro na primeira intervenção, “desde que lhes sejam facultados meios”.

O comandante também concorda que “a coordenação e a operacionalização dos meios aéreos sejam entregues à Força Aérea”, com os equipamentos e formação adequadas “para que possam desempenhar da melhor forma a missão que lhes é atribuíd

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