Sociedade

Produtores estudam uso de efluente de suinicultura para regar pomares

10 nov 2017 00:00

Portugal entrou oficialmente em seca em Junho e, desde lá, contamse pelos dedos de uma mão os dias em que choveu com alguma intensidade e, obviamente, a ausência de humidade nos solos tem consequências na actividade de quem vive da terra.

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Jacinto Silva Duro

Na região de Alcobaça, a falta de água é visível mas não tem ainda impactos preocupantes no sector agropecuário. O vice-presidente da Associação de Agricultores da Região de Alcobaça e director da Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores, Rui Anselmo esclarece que, apesar de cerca de 90% dos pomares locais usarem técnicas de regadio, ainda não escutou ecos das consequências da falta de água.

“Sei que houve produtores que, devido à descida dos níveis freáticos, tiveram de baixar em profundidade os furos e mudar tubagens”, adianta. Anselmo diz ainda que conhece casos de agricultores que estão a estudar a possibilidade de passar a utilizar ferti-rega, caso este episódio de seca se torne mais duradouro.

“A ideia é usar o efluente suinícola, depois de um pré-tratamento, que o torna apto para regar e fertilizar simultaneamente.” O líquido resultante, embora não possa ser descarregado nas linhas de água, pode assim ser utilizado para a produção agrícola.

A produção pecuária, para já, não regista situações relacionadas com a seca, contudo, alguns produtores de animais para engorda estão a ajustar as dietas dos bovinos para conterem menos palha, fornecendo-lhes fibra a partir de outras origens, que não a palha.

“Há pouca palha, devido à falta de chuva, e a que há é muito cara”, resume o responsável. A falta de precipitação também atrasou as sementeiras para a produção de silagem e fenos, o que deverá também ter alguns impactos na actividade pecuária.

 

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