Sociedade

“O que nos faz feliz? Ajudar os outros”

1 mar 2019 00:00

Projecto Agir estimula voluntariado em Ourém

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Maria Anabela Silva

O que me faz feliz… A afirmação, em jeito de interrogação, está bem visível na sala da EB 2,3 D. Afonso IV Conde de Ourém reservada ao Agir, um projecto que nasceu há quatro anos, com a missão de incentivar experiências de voluntariado e de solidariedade. E, a avaliar pela resposta pronta de Ana Aquino, Laura Lopes e Ana Pereira, três das voluntárias do Agir, os objectivos estão a ser cumpridos.

“O que nos faz felizes? Ajudar os outros e contribuir para a felicidade do próximo”, respondem, quase em uníssono, as três jovens, alunas do 9.º ano que, desde o início, integram o projecto, que já recebeu vários prémios nacionais, entre os quais a bandeira de Escola Amiga da Criança.

Mas as distinções não são, de todo, o mais importante, como faz questão de realçar a professora Ana Frazão, coordenadora do projecto, para quem o principal são “os valores que se transmitem” e as ferramentas que se estimulam.

A docente explica que o projecto nasceu há quatro anos, no seguimento de várias actividades na área da solidariedade que já eram desenvolvidas no agrupamento. “Juntaram-se essas acções num único projecto e criou-se um grupo de voluntariado formado por alunos”, conta.

Aos voluntários são apresentados problemas e necessidades da comunidade, cabendo aos estudantes encontrar soluções.

Desta forma, os alunos têm a oportunidade de contactarem com a realidade do meio social em que estão inseridos, além de desenvolverem competências na área do empreendedorismo, cooperação e trabalho em equipa.

“Têm de se organizar, fazer os projectos, apresentá- los e dinamizar acções, com vista à sua concretização”, refere a professora, frisando que, embora não seja esse o foco, com esta metodologia, os alunos acabam por trabalhar conceitos de várias disciplinas.

Entre as actividades dinamizadas pelos alunos está a iniciativa Natal no Coração, que consiste na recolha de bens que são depois entregues a alunos carenciados. Só na última edição foram distribuídos 80 cabazes, a juntar aos dez entregues em “situação de SOS” durante este ano lectivo.

“Não tinha a noção de que havia tantas pessoas com dificuldades”, reconhece Ana Pereira, que aponta “o contacto com a realidade” como uma das mais-valias do projecto. “Faz-nos ver a realidade à nossa volta e mostra-nos que, às vezes, o mundo não é tão cor-de-rosa como o pintamos”, acrescenta Ana Aquino, que aponta a visita ao CRIO – Centro de Reabilitação Infantil de Ourém, que acolhe pessoas portadoras de deficiência, como uma das experiências mais marcantes.

Além dessa, Laura Lopes refere a colaboração com o Banco Alimentar e o intercâmbio com idosos, a quem os alunos deram aulas de informática  

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