Sociedade

Maceira, um projecto educativo para formar “boas pessoas”

8 fev 2018 00:00

Escola do concelho de Leiria foi a segunda melhor pública do País.

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Foi a segunda melhor escola pública do País e a melhor do distrito de Leiria. A Escola Básica e Secundária Henrique Sommer, na Maceira, Leiria, orgulha-se de um honroso 37.º lugar no ranking nacional no ensino secundário, mas a principal preocupação é o sucesso dos alunos enquanto pessoas.

E é precisamente isso que preconiza o projecto educativo do agrupamento Saber ser e saber com saber. “Não nos interessa só alunos academicamente preparados, mas que sejam, sobretudo, boas pessoas e cidadãos activos”, reforça Helena Santos, coordenadora deste projecto e também do Departamento de Línguas.

Jorge Bajouco, director do Agrupamento de Escolas da Maceira, admite que prefere estar no cimo da tabela do ranking, mas garante que tem os pés “bem assentes no chão”, pois “há factores que podem interferir nestes resultados” e mudar a posição de um ano para o outro. “Isto não acontece por acaso no secundário.

Nos últimos cinco anos, no 9.º ano, a Maceira tem ficado nos primeiros lugares do concelho, pelo que há aqui uma consonância de resultados”, acrescenta Ana Cristina Cunha, coordenadora do Secundário. Este ano, no básico, ficaram no quarto lugar a nível distrital entre as escolas públicas e foram a primeira do concelho de Leiria.

Situada na vila da Maceira, dentro das grades do estabelecimento de ensino dos anos 80 todos se conhecem. O facto de serem 520 alunos na escola sede (mil no agrupamento) cria uma proximidade entre todos. “Nascemos como uma escola de ensino básico. O secundário apareceu a pedido do Ministério da Educação, porque Leiria estava sobrelotada. Na altura ficámos com uma turma de Humanidades e outra de Sócio-económicas”, conta Jorge Bajouco.

Agora, há uma turma em cada ano de escolaridade do curso de Ciências e Tecnologias. Manter os alunos na Maceira é uma luta travada ao longo dos anos, pois a concorrência com as “três boas escolas da cidade” e as dos concelhos vizinhos da Marinha Grande e Batalha é feroz.

“Tivemos que capitalizar alguns argumentos para os alunos ficarem connosco. Ficávamos tristes que os melhores saíssem para engrossar os rankings das outras escolas no secundário.” Ter poucos estudantes acaba por ser uma “mais-valia” para todos.

 

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