Sociedade

Há mais de 20 escolas fechadas no distrito, mas o número pode aumentar

29 nov 2019 11:43

Greve nacional dos trabalhadores não docentes contra a falta de funcionários nas escolas e pela valorização destes trabalhadores.

ha-mais-de-20-escolas-fechadas-no-distrito-mas-o-numero-pode-aumentar
Maria Anabela Silva

A greve nacional dos trabalhadores não docentes fechou mais de 20 escolas no distrito, mas a perspectiva da estrutura sindical é que, durante a tarde, existam mais estabelecimentos de ensino encerrados por falta de funcionários.

Num balanço feito há momento por António Macário, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), estão fechadas 23 escolas em todo o distrito. Em declarações ao JORNAL DE LEIRIA, o dirigente frisa, contudo, que “há a perspectiva desse número duplicar ao longo do dia, porque há escolas a funcionar com um ou dois trabalhadores, o que é manifestamente insuficiente para garantir as condições de segurança da escola”.

Entre os estabelecimentos fechados estão as EB 2,3 José Saraiva, Correia Mateus e Correia Alexandre (Caranguejeira), no concelho de Leiria, as secundárias da Batalha, de Peniche, Josefa de Óbidos, Amadeu Gaudêncio e Raul Proença (ambas em Caldas da Rainha) e Fernão Pó (Bombarral), a Escola Básica Gualdim Pais (Pombal), a EB 2,3 Dr. Bissaya Barreto (Castanheira de Pera) e a Escola Básica Nery Capuchos (Marinha Grande).

A greve nacional dos funcionários não docentes foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS). Trata-se de um protesto contra a falta de funcionários não docentes, pela valorização destes trabalhadores, da escola pública e por melhores condições laborais.

Os trabalhadores queixam-se ainda da falta de valorização salarial e reivindicam a revisão do rácio de assistentes operacionais por agrupamento. “A falta de funcionários atingiu proporções dramáticas. A nível nacional são precisos mais seis mil trabalhadores. É uma necessidade que urge resolver”, afirma António Macário.

O sindicalista sublinha que a falta de funcionários "põe em causa o funcionamento das escolas ao nível a segurança, o apoio às crianças com necessidades educativas especiais, a higienização e nos diversos apoios que são dados aos alunos".



EVENTOS