Sociedade

Clarisse Louro quer integrar investigação da ESSLei no espaço europeu

22 out 2015 00:00

Professora decana tomou hoje posse como directora da ESSlei

Foto: Elisabete Cruz

“As primeiras palavras vão para os alunos, para agradecer todo o carinho e apoio manifestado ao longo dos anos que levo como professora, coordenadora de curso, entre outras funções que venho desempenhando há 35 anos”, começou por referir Clarisse Louro, após a sua tomada de posse como directora da Escola Superior de Saúde de Saúde (ESSLei) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria).

Apesar de ainda não ter criado um programa, Clarisse Louro revelou as linhas que pretende para a escola.

“Não houve tempo para definir um programa, que a seu tempo será apresentado, mas terá como principais vectores a inclusão, a determinação e a transparência num quadro de fortalecimento da nossa ligação à sociedade, de qualidade no ensino e na internacionalização”, salientou.

A nova directora destacou que pretende uma “investigação com patamares de excelência e capacidade competitiva, relativamente aos programas europeus”. “É importante a nossa integração no espaço europeu da investigação. A caminho de uma universidade politécnica, será uma prioridade”, frisou Clarisse Louro.

Para a professora, o seu “maior desconforto” é “deixar a sala de aula” de que tanto gosta. “Valha-me que o meu maior conforto seja o meu empenho em fazer com que a ESSLei seja uma escola de excelência ao serviço do vosso [alunos] projecto pessoal e profissional” e “um espaço de transformação, inclusão, pluralidade e democracia, numa visão estratégica dominada pela abertura à mudança, à inovação e ao rigor”.

Clarisse Louro deixou a promessa de “continuar com o crescimento da Escola de Saúde no espaço IPL”, procurando afirmá-la “como referência nacional e internacional na área da saúde, através do desenvolvimento de projectos que, pelo relevo e pela competência técnica e científica, a tornem num marco do processo de desenvolvimento da região de Leiria”.

O presidente do IPLeiria, Nuno Mangas, explicou que foi constituída uma equipa que “mostrou vontade e coragem de aceitar este desafio” e de “contribuir para que esta escola possa continuar a trilhar este caminho de sucesso e de construção e consolidação”.

Apesar de “alguma reflexão”, Nuno Mangas admitiu que a escolha foi uma “excelente solução”, acreditando que “vão ser quatro anos de grande desenvolvimento desta escola”.

O presidente do IPLeiria salientou que nos últimos quatro anos a ESSLei “teve um percurso exemplar”.

“Hoje é uma escola muito diferente da de há dez anos. E estou certo que daqui a quatro anos teremos uma escola bastante diferente daquela que temos hoje”, adiantou, agradecendo ao anterior director, José Carlos Gomes, a “forma empenhada” com que desempenhou as suas funções.

“Não é uma despedida, é um até já, porque não nos despedimos do que é nosso e esta escola é parte de mim”, garantiu o director cessante, recordando que foi formado na ESSLei, onde continuará como professor.

José Carlos Gomes admitiu que é “com alguma emoção” que passa a pasta, frisando que foi uma “enorme honra” dirigir os destinos da ESSLei “durante quase 50 meses”.

“Estes últimos quatro anos foram de enorme crescimento e afirmação para a nossa escola, mesmo que nuvens muito escuras teimassem, vezes de mais, em retirar o brilho da nossa acção. Mas hoje temos uma escola mais reconhecida, mais capaz e com um projecto claro e ambicioso para o nosso futuro a médio e longo prazo”, destacou, salientando as novas áreas de formação que surgiram, a promoção da investigação aplicada e o facto de “58% do seu corpo docente” ser doutorado. “Era de 18% quando tomei posse.”

Clarisse Louro terá como sub-directoras as docentes Susana Custódio e Carolina Henriques.

 

 

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