Sociedade

Alunos da Secundária Calazans Duarte aprendem mandarim

25 jan 2016 00:00

Professora é natural da China e não fala português

Fotografia: Ricardo Graça
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Olhando para os caracteres que a professora escreve no quadro poderia dizer-se que é de 'deixar os olhos em bico' a qualquer um.

Mas não é nada disso que sucede com os 16 estudantes do 10.º ano da Escola Secundária Calazans Duarte, na Marinha Grande, que iniciaram este ano lectivo a aprendizagem do mandarim, num projecto-piloto lançado pelo Ministério da Educação (ME) para os cursos de Científico-Humanísticos.

Nesta turma não houve negativas no primeiro período e as notas chegaram aos 19 valores. “O mandarim é o que está a dar. É o futuro”, garantem os alunos. Foi por isso que escolheram esta disciplina na formação específica, opção que terão durante dois anos.

“O balanço é bastante positivo”, revelam os estudantes, admitindo que é na escrita que sentem maiores dificuldades. Professora e alunos não falam a mesma língua. É o inglês que ajuda na compreensão.

“Ela não fala português e nem sempre conseguimos comunicar em inglês, mas os alunos que falam melhor inglês ajudam na tradução”, revelam. Apresentarem-se, dizer as horas e contar até dez são algumas das matérias já assimiladas pelos jovens.

Ba JingYuan já deu aulas na China e aceitou o desafio de ensinar mandarim em Portugal, ao mesmo tempo que também ela vai aprendendo português. A postura dos alunos na sala de aula é uma das diferençasapontada por Ba JingYuan, que considera que em Portugal os estudantes “falam muito entre eles, gostam de discutir e colocar perguntas”.

Apesar de dizer que na Marinha Grande os alunos trabalham, Ba JingYuan afirma que na China “trabalha- se com mais afinco”. Para a docente, os alunos têm maior facilidade na oralidade do mandarim.

“Escrever os caracteres é que é mais difícil.” No seu caso, Ba JingYuan considera que a escrita da língua portuguesa é mais fácil, “porque os alfabetos são idênticos ao inglês”, mas a conversação ainda é uma barreira.

Inglês faz ponte nas aulas
O entendimento com a professora consegue-se com entreajuda. “Ela não fala português e nem sempre conseguimos comunicar em inglês, mas os alunos que falam melhor inglês ajudam na tradução”, revelam. Ba JingYuan considera que este é o método pedagógico de ensino de mandarim aos estrangeiros.

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