Economia

Alcobaça e Nazaré revoltadas por ausência de investimento na Linha do Oeste, a norte de Caldas

16 jan 2020 11:45

Em comunicado conjunto, municípios fazem notar que empreitadas anunciadas apenas contemplam intervenções entre Mira-Sintra Meleças e Caldas da Rainha

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Em 2018, na Linha do Oeste, a CP chegou a fazer mais transportes rodoviários de passageiros do que ferroviários, devido à ausência de material circulante em funcionamento
Ricardo Graça

Após os anúncios recentes de investimento na CP e na ferrovia nacional, os municípios de Alcobaça e da Nazaré, foram surpreendidos pelo anúncio de que o projecto de modernização da linha do Oeste apenas contempla intervenções no troço entre Mira-Sintra-Meleças e Torres Vedras, e no troço entre Mira-Sintra Meleças e Caldas da Rainha. 

Em nota, as duas autarquias expressam "conjuntamente o seu inconformismo pela omissão dos seus concelhos". 

"Uma vez mais, verifica-se que Alcobaça e da Nazaré são preteridos relativamente a outros concelhos servidos pela Linha do Oeste."

Alcobaça e Nazaré enumeram seis pontos que consideram essenciais, em relação à Linha do Oeste:

  1. Os Municípios de Alcobaça e da Nazaré consideram urgente a electrificação dos troços da Linha do Oeste que percorrem os seus territórios, e a modernização das estações ferroviárias de São Martinho do Porto, Valado dos Frades e Pataias-Gare;

  2. A modernização da Estação Ferroviária de Valado dos Frades, enquanto elo entre os dois concelhos, constitui uma necessidade estratégica e vital;

  3. Ambos os municípios manifestam, desde já, a disponibilidade para a criação de uma rede de transporte de passageiros que contemple a ligação entre a referida estação e as respectivas sedes de concelho, com recurso a shuttles monocarris ou autocarros eléctricos numa lógica de mobilidade sustentável;

  4. Trata-se de um esforço conjunto que, com a devida colaboração do Governo da República, permitirá tornar a estação de Valado dos Frades numa das mais importantes de toda a Linha do Oeste;

  5. O Estado deve encarar esta atividade não apenas como uma medida compensatória, mas sobretudo estratégica e essencial para o desenvolvimento social e económico de dois dos mais belos territórios do País;

  6. Dado que ambas as populações têm lidado com a obrigatoriedade de pagamento de avultadas portagens na autoestrada A8, consideramos serem agora merecedoras deste investimento, mitigando décadas de injustiça.



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