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Opinião

João Nazário Voltar

16:41 - 11 Julho 2019
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Só no último ano, o número de estrangeiros a residir no País aumentou 13,9%, elevando para quase 500 mil aqueles que escolheram Portugal para procurar uma vida melhor.

O aumento do número de imigrantes verificado nos últimos anos é uma óptima notícia para um País que se debate com o envelhecimento da população e com falta de mão-de-obra em diversos sectores da sua economia.

Só no último ano, o número de estrangeiros a residir no País aumentou 13,9%, elevando para quase 500 mil aqueles que escolheram Portugal para procurar uma vida melhor. Um valor que, segundo alguns especialistas, pecará por defeito.

Na sua esmagadora maioria são pessoas em idade activa, que integram a nossa economia e contribuem com os seus impostos, não esquecendo as crianças, que ajudam a combater o decréscimo de alunos no nosso sistema de ensino.

Para lá da parte mais pragmática, que olha para este assunto pelo prisma da estatística e do impacto na economia, há ainda a registar o multiculturalismo que esses imigrantes introduzem, cruzando as suas culturas com a portuguesa, já de si rica por um passado feito com um pé nos quatro cantos do Mundo.

Ganharão, sem dúvida, os mais novos, que têm, assim, a oportunidade de conviver com crianças das origens mais diversas.

De conhecer Mundo sem sair de casa. De alargar o pensamento e não se deixarem engolir pelo preconceito. Muito provavelmente, serão adultos mais ricos em tolerância, curiosidade e cultura.

Apesar do crescimento, Portugal, com cerca de 4% de população estrangeira residente, continua longe dos países com mais imigrantes, surgindo apenas na 21.ª posição no âmbito da União Europeia.

Algo que não será de estranhar, atendendo a que os países mais procurados são geralmente os mais poderosos economicamente, onde a perspectiva de vencimento é mais elevada.

No entanto, se ao nível do que podemos oferecer em termos económicos não temos condições para competir com a Alemanha, a França ou a Holanda, já no que diz respeito à segurança, à tolerância e à capacidade integradora nada ficamos a dever aos nossos parceiros europeus.

Poder-se-á mesmo dizer que estamos entre os que melhor acolhem, oferecendo um ambiente muito diferente do que se encontrará, por exemplo, em Itália, na Hungria ou na Áustria.

Ou seja, Portugal poderia assumir-se como destino de parte dos migrantes que outros não querem receber, pois a verdade é que, além da questão humanitária, precisamos deles, quer para a capacidade produtiva da nossa economia quer para a sustentabilidade do sistema de segurança social.

Haveria, como é óbvio, quem surgisse com argumentos vários para se opôr a uma medida dessa natureza, sendo fácil, como é sabido, colocar a demagogia ao serviço da xenofobia e do racismo.

É exactamente isso que tem acontecido noutros países, alguns deles tidos como mais evoluídos civilizacionalmente.

Mas com um bom planeamento e políticas correctas de integração, certamente que não haveria problemas de maior num País que teve a capacidade de acolher meio milhão de pessoas em pouco mais de um ano após o 25 de Abril, que tem registado o aumento de imigrantes acima referido sem qualquer sobressalto e que, acima de tudo, sempre foi um povo de migrantes. 





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