Opinião

Teorias rurais

9 nov 2017 00:00

Durante um périplo recente pelo interior da república peninsular, surpreendeu-me a abundância de binómios boi/garça que se encontram nas alagadas várzeas do sul.

Estas garças refugiam-se nas imediações dos bovinos por diversos motivos, sendo o mais plausível a distância que procuram face às desassossegadas cegonhas. Na verdade, nota-se um crescimento acelerado da população de cegonhas, que arrisca esvaziar os terrenos de nutrientes e de outras coisas.

As cegonhas, votadas ao desinteresse de todos os humanos, em especial os que ainda não as decidiram provar, parecem ter tomado posse dos nossos campos, refugiando-se por data indeterminada nas nossas árvores e arrozais (alegadamente seduzidas pelo lixo, pelo calor e pela abundância de lagostins nas ribeiras portuguesas).

Sim, trata-se de um ser tão maldoso que parece imune a todo o tipo de descargas, aceitando pernoitar no ambiente eletrizante das radioativas linhas de muito alta tensão!

Fala-se atualmente na abertura de um espaço que lhes seja especialmente consagrado, o Parque Natural da Cegonha e do Javali… dois tristes e nocivos atores da fauna portuguesa, que através de consideráveis hordas se arriscam a consumir o que resta do território agro-florestal nacional.

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