Opinião

Tecnologia e natalidade

9 mai 2017 00:00
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Vítor Hugo Ferreira, director executivo D. Dinis Business School

Software e robots têm permitido um crescimento ímpar da produtividade e diminuído o custo de produção da maioria dos produtos que fazem parte do nosso dia-a-dia.

Do pão aos transportes, passando pelos automóveis, eletrodomésticos, rações, produtos agrícolas, roupas,etc. 

A vida de uma vasta percentagem de pessoas à escala global tornou-se mais fácil graças a tecnologias de fabrico, softwares de desenvolvimento de produto, softwares que permitem a otimização da produção agrícola ou a otimização de redes de distribuição e transporte, que permitem a procura e comparação de preços automática, de robots que medem, cortam e melhoram continuamente o seu desempenho através de “machine learning” ou até de aplicações que permitem diminuir custos de transação quando marcamos um quarto ou chamamos um táxi.

O problema é que o desenvolvimento tecnológico tem cada vez mais substituído empregos de baixa e média qualificação, enquanto complementa o trabalho mais qualificado (causando um aumento da desigualdade na maioria das economias e explicando, em parte, o crescimento dos fenómenos neonacionalistas).

Segundo a PwC, cerca de 40% a 50% dos empregos podem estar em alto risco de automação até ao início da década de 2030.

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*Diretor executivo - D. Dinis, Business School
*Texto escrito de acordo com a nova ortografia