Opinião

Quem virá depois?

29 mai 2017 00:00
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Nuno Reis, professor e investigador

No final do século XX, a Venezuela viveu um período de políticas económicas falhadas e corrupção generalizada que geraram pobreza, criminalidade, agitação social e instabilidade política.

Foi o caldo ideal para uma descrença generalizada nos partidos políticos e a emergência de um populista com um discurso salvífico. Eleito presidente em 1998, Chávez reescreveu a constituição em 1999 e lançou a “Revolução Bolivariana”, com um conjunto de programas destinados a apoiar os mais pobres, mitigando as crónicas desigualdades do país. Beneficiou, ainda, da subida do preço do petróleo – a Venezuela dispõe das maiores reservas de petróleo do mundo – para registar um crescimento espetacular na sua economia.

Era considerado um populista, um proto-ditador, uma ameaça para as multinacionais instaladas no país, e muitos suspiraram de alívio quando morreu em 2013. Sucedeu-lhe o delfim Nicolás Maduro, que se colou a Chávez – que lhe deu conselhos aparecendo sob a forma de um “passarinho”.

Contudo, as condições económicas deterioram-se grandemente com a descida acentuada do preço do petróleo, que não foi compensada por outros setores da atrasada economia. Aliada a uma conjuntura externa desfavorável, a incompetência de Maduro levou à falta de alimentos, papel e medicamentos, e tudo mais.

*Professor e investigador

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