Opinião

Pinhal de Leiria – e agora?

2 nov 2017 00:00
j-amado-da-silva
J. Amado da Silva

Meu Caro Zé,

Se calhar era interessante discutir o problema da Catalunha e, em particular, o problema das independências, do futuro do estado-nação, etc., etc. Mas, Zé, o Pinhal de Leiria ardeu quase todo. O nosso jornal tem sido implacável no tratamento alargado do assunto, mas, até por razões sentimentais – a Praia da Vieira de Leiria tem uma expressão de relevo insubstituível na minha vida e da minha família – não posso, nem quero, deixar de falar nisso.

Deixa-me só pegar nalguns títulos das notícias da primeira página do jornal de 26 de outubro, já que a de 19 de outubro é a expressão mais viva; a imagem que cobre inteiramente a capa… diz tudo!

Mas cá vão os títulos: “Turismo da desgraça entope estradas das matas” (na descrição da notícia há quem lhe chame turismo “mórbido”); “Ministro admite Pinhal de Leiria nas mãos de privados”; “De 180 trabalhadores a dezena e meia em 40 anos”, mas “Pinhal de Leiria rendia dois milhões por ano mas só recebia 175 mil euros”. Se misturares bem estas notícias perceberás porque tudo aconteceu e a confusão que reina agora sobre o futuro.

Independentemente dos aproveitamentos políticos e das responsabilidades aumentadas ao longo do tempo, há duas perplexidades que não me largam; a primeira diz respeito à origem dos fogos, que quase não aparece discutida e que parece tabu.

Mas sem identificar a origem e tomar medidas duras, não há plano para o futuro que assegure que não se repetirá! Aliás, o Sr. primeiro-ministro, na sua desastrada intervenção, até avisou logo que os fogos continuariam.

 

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