Opinião

Orlando – uma biografia

9 nov 2017 00:00

Leio que a escritora Luísa Costa Gomes fez uma adaptação sui generis, em forma de monólogo, do romance Orlando, de Virginia Woolf, para teatro, reescrevendo uma parte marcante da obra – A Grande Vaga de Frio.

Será uma outra leitura da narrativa da escritora modernista inglesa que se notabilizou nos inícios do século XX, mas eu não abdico do encantamento que senti ao ler Orlando – uma Biografia.

Trata-se, de facto, da biografia de Orlando, rapaz nascido na época isabelina – ele foi “amado” pela já velha Isabel I que o fez seu tesoureiro e camareiro e lhe impôs a Ordem da Jarreteira. Atravessa o reinado de Jaime I, sucessor de Isabel I, quando se dá em Londres a grande vaga de frio que faz gelar o rio Tamisa e, “enquanto as gentes do campo padeciam da mais extrema penúria, e o tráfego dos campos se imobilizava, Londres vivia o mais brilhante dos carnavais.”

É no meio desta loucura que Orlando, jovem lindo, sensível e rico, se apaixona violentamente por uma bela princesa russa, de que nada se sabe, e que acaba por desaparecer, deixando o jovem na mais profunda melancolia. Recolhe-se à sua casa ancestral, no campo, (com 365 quartos e há mais de 400 ou 500 anos na sua família) onde cai num sono profundo que durou sete dias.

Começa a escrever um poema Carvalho – uma Tragédia, que o acompanhará até ao último dia da sua vida. Orlando debela a depressão e pede ao rei Carlos II para o enviar para Constantinopla como embaixador.Aí, no dia em que os turcos se revoltam contra o sultão, de novo cai num sono profundo de sete dias.

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