Opinião

O ano da morte da Mata Nacional

19 out 2017 00:00

A Mata Nacional, como a conhecíamos, morreu.

Cerca de 80% da sua área está queimada. São 9 mil hectares. A Mata Nacional tem (tinha) 8.400m de largura, 18.700m de comprimento, perfazendo 11.029 hectares divididos em 342 talhões, e ocupando 61% do concelho da Marinha Grande.

Em 1910, com a implantação da República, a sua denominação oficial mudou de Pinhal do Rei para Mata Nacional. A sua origem está fortemente associada ao rei D. Dinis, mas admite-se que o Pinhal fora mandado semear ainda nos reinados de D. Sancho I e II entre 1185 e 1247. No entanto, foi, de facto, o rei D. Dinis quem lhe deu a maior propulsão com o intuito de travar o avanço das areias para a bacia do Lis.

A Mata Nacional tinha, pelo menos, entre 700 e 800 anos de existência. Da sua madeira foram feitas as naus dos Descobrimentos e uma pujante actividade ligada à resina (pez) no século XVIII. Da sua existência, madeira e areia, nasceu a indústria vidreira.

Segundo Gabriel Roldão (2015), em 1747 o irlandês John Beare transferiu a Real Fábrica de Vidro de Coima (Lisboa) para a Marinha Grande e, no ano seguinte, iniciou a actividade. Ou seja, o vidro entrou na Marinha Grande, no coração da Mata Nacional, há 270 anos.

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