Opinião

Inovação, empreendedorismo e dinâmica setorial

5 abr 2019 00:00

Se há mais empresas a desaparecer e as vendas decrescem este é um setor em declínio. Se as vendas crescem, mas há mais empresas a desaparecer do que a aparecer, estamos na fase de crescimento.

Porque mudam os setores? Em cada ano cerca de 20% de empresas entram e saem de um determinado setor (apenas em situação de crise o número de empresas que desaparece ultrapassa as que nascem).

Se apontarmos a lente de análise a setores específicos conseguimos perceber a dinâmica de maturidade de uma determinada indústria.

Se há mais empresas a desaparecer e as vendas decrescem este é um setor em declínio. Se as vendas crescem, mas há mais empresas a desaparecer do que a aparecer, estamos na fase de crescimento.

Se o nível de vendas é estável e elevado, e o número de empresas é constante, estaremos em maturidade. Mas porque razão o mercado é um turbilhão evolutivo em vez do equilíbrio teórico que alguns economistas defendem?

A resposta não está apenas nas ações estratégicas de cada empresa, mas sim na inovação. É a inovação tecnológica que cria e molda os setores. Quando ela é radical dá azo à criação de novos setores e à reconfiguração de toda a economia (a máquina a vapor, a energia elétrica, o carro, o transístor e o microprocessador são exemplos dessas inovações).

Este processo conduz muitas vezes à destruição criativa (cunhada pelo economicista Schumpeter).

Este fenómeno é evidente no caso dos fabricantes de máquinas de escrever que despareceram com o nascimento do processador de texto/microcomputador, menos evidente no caso dos smartphones, onde a Nokia foi desalojada por uma empresa da área do software – a Apple (quando isto sucede, as empresas que operam em mercados que são desalojados pela tecnologia tentam muitas vezes dar o salto, mas faltam-lhes as necessárias competências – foi o caso da Olivetti ou da Kodak).

Na fase in

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