Opinião

Da vanguarda à carneirada

2 ago 2018 00:00

Num momento que poderia ser dos mais importantes para o futuro cultural da cidade, é com espanto que vejo Leiria começar a encerrar-se sobre si mesma, deslumbrada por algo que ainda não existe, mas que se ouve dizer.

É uma pena.

Uma das características que sempre mantiveram os leirienses numa espécie de vanguarda - não gosto por aí além do termo, mas siga - é (ou foi) o gosto pelo que ainda não se conhece.

Ouvir, ler, ver aquelas coisas que mais ninguém sabe o que são. Ouvir, ler, ver antes de todos e partilhá-lo com os outros.

É assim, aliás, que ainda funciona a cabeça dos mais valorosos promotores da cidade - que me escuso de voltar aqui a mencionar, porque não só já o fiz antes, como vocês sabem muito bem quem são.

O problema é que vocês sabem bem quem são, porque, numa espécie de movimento generalizado de estupidez colectiva, são precisamente aqueles a cujos eventos e iniciativas vocês não vão, a não ser que socialmente pareça mal não irem, ou que alguém ou algo do passado ou do mainstream faça parte do mesmo.

Os leirienses renderam-se ao conforto da nostalgia e do valor seguro.

A descoberta ficou-se na juventude de outrora e a juventude de agora parece ter coisas mais importantes para fazer num qualquer mundo virtual, do que propriamente participar em festivais de cinema do mundo real, ou ver ao vivo banda

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