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Opinião

João Nazário Voltar

11:59 - 04 Julho 2019
Coragem de mudar

Coragem de mudar

Outros há, no entanto, que não se resignam e vão à luta guiados pelo coração, à procura do que gostam. De algo que os possa fazer felizes.

Aquilo que para muitas famílias é geralmente recebido como algo dramático, poderá muito bem ser dos aspectos mais positivos num currículo.

Falamos dos alunos que decidem mudar de curso após um ou mais anos a frequentar o ensino superior, muitas vezes abdicando de formações de grande notoriedade e boas expectativas remuneratórias.

É, certamente, uma decisão difícil, principalmente quando se frequenta um dos cursos mais procurados, daqueles onde só se entra com notas de excelência, situação agravada se os estudos já estiverem avançados.

Qualquer pessoa conseguirá imaginar a turbulência em que viverá um jovem no período de pré-decisão, cheio de dúvidas sobre o que fazer, sob a angústia de defraudar os pais, perante o cenário de voltar para trás e perder anos de estudo.

É o adiar da entrada no mercado de trabalho, o deitar fora do dinheiro e tempo já investidos, a incerteza sobre se o novo curso irá agradar.

Muitos não conseguem dar esse passo, optando por fugir para a frente à espera do logo se vê, que muitas vezes acaba numa insatisfação para a vida ou numa mudança mais tardia e, geralmente, mais penosa.

Outros há, no entanto, que não se resignam e vão à luta guiados pelo coração, à procura do que gostam. De algo que os possa fazer felizes.

Mostram coragem, determinação, personalidade. Seguem o sonho, lutam pelo que querem e gostam. Não se encolhem perante a possível reacção negativa dos pais, nem cedem ao que possa ser comentado pelos que os rodeiam.

Trocam Medicina por História ou Arquitectura por Belas Artes sabendo do que estão a abdicar, mas também daquilo que vão ganhar, com a consciência que nada vale mais do que estar bem com a vida, de se gostar do que se faz.

E o que pode ter de melhor um currículo do que todas essas características? Qual a empresa que não gostaria de ter a trabalhar consigo alguém que juntasse a coragem ao sonho?

Que fosse determinado, com personalidade forte, mas que soubesse ouvir o coração? Que não aceitasse o que ‘tem que ser’ e que fosse à luta pelas suas convicções?

A resposta é óbvia, como óbvio é que dois ou três anos representam pouco numa vida, não justificando o drama familiar que muitas vezes envolve uma decisão desta natureza.

Dramático é desperdiçar a vida para agradar a este ou àquele, ou simplesmente pelo conforto de continuar pelo caminho que os outros acham que é melhor para nós.

*director





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