Opinião

Brincar fora de portas

26 fev 2017 00:00
antonio-frazao
António Frazão

Dois factos recentes levaram-me a escrever hoje sobre este tema.

A última edição do Jornal de Leiria que traz à reflexão um conjunto de temas importantes. Seja na Abertura, a autonomia dos alunos e a sua importância para as aprendizagens; seja na revista Saúde & Bem-estar com assuntos relativos à terceira idade e à saúde infantil.

A propósito escreve-se: “Ao mesmo tempo que reduzimos drasticamente a taxa de mortalidade infantil, estamos a braços com outro(s) flagelo(s): a obesidade, a hiperatividade, a depressão ou ansiedade nos mais novos”.

O segundo facto tem a ver com a reunião do Comité de Acompanhamento do  Projeto Brincar de Rua integrado por um conjunto de técnicos e investigadores que procuram dar o seu contributo para o sucesso deste projeto da LUDOTEMPO – Associação de Promoção do Brincar.

Porventura alguém poderá estar a pensar: Promover o brincar? Não é isso que as crianças fazem naturalmente? Não seria melhor promover o estudar, o trabalhar? Sim, é verdade que o normal é as crianças brincarem de forma espontânea, sobretudo até aos 5/6 anos.

É por isso que nessa fase da vida aprendem mais do que em qualquer outra. Brincar é sobretudo aprender a ser. Brincam mais os animais mais inteligentes, e tornam-se mais capazes os que brincam mais.  

Quando qualquer cria (humana ou não) atinge determinada idade, começa a ser preparada para ser autónoma e responsável. É com esse objetivo que as nossas crianças dão entrada na escola e se sujeitam à aprendizagens formais.

E é tanta a nossa preocupação que as nossas crianças (ao nível da OCDE) são as mais sobrecarregadas com horas letivas.

E depois da escola, quando seria natural terem atividades livres, são conduzidas a outras atividades escolares ou paraescolares. 

*Psicólogo Clínico

Texto escrito de acordo com a nova ortogafia

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