Opinião

Analiticamente… normal

5 abr 2018 00:00

Nas últimas semanas temos assistido a novo escândalo que tem causado espanto: a influência da Cambridge Analytica nas eleições americanas e no referendo sobre o Brexit.

Esta pequena empresa de consultoria política usa técnicas de análise de dados para desenhar estratégias de comunicação política.

Olhando para esta descrição, não se percebe qual a diferença para tantas outras empresas que auxiliam políticos e partidos em épocas de eleições.

No entanto, o que distingue a Cambridge Analytica é a sua eficácia e a capacidade que tem de dirigir mensagens personalizadas (ou quase) a cada eleitor, usando os anúncios do Facebook.

Assim, parece plausível que a empresa tenha contribuído decisivamente para eleger Trump e para levar o Reino Unido para fora da União Europeia.

Causou grande indignação a forma como a Cambridge Analytica conseguiu identificar as características dos diferentes eleitores que pretendia atingir com as suas campanhas: usou dados do Facebook que teriam sido recolhidos para investigação científica, num aparente abuso.

Cerca de 300.000 (trezentas mil) pessoas responderam a um inquérito e isso permitiu recolher informações sobre…50.000.000 (cinquenta milhões) de pessoas!

Causou, portanto, alarme a capacidade de usar informação que nós, cidadãos, entregam

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