Opinião

A educação não-formal

27 jun 2016 00:00
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Clara Leão, professora de dança

Este tipo de formação é todo um processo de construção de aprendizagens que se inscreve no campo da pedagogia social.

Depois de nos últimos dias ter por duas vezes explicado a públicos da área da educação o desenrolar do processo que conduziu doze adolescentes/jovens adultas a dançar com outros tantos reclusos num espectáculo, é incontornável pensar na importância maior da educação não-formal.

Essa que se recebe em espaços educativos colectivos com directrizes por eles criadas, vivendo e partilhando experiências de uma forma interactiva e intencional, numa participação sempre opcional mas com a intenção clara de aprender, de partilhar, e de trocar saberes.

É todo um processo de construção de aprendizagens que se inscreve no campo da pedagogia social - dedicando-se esta precisamente aos processos de construção de aprendizagens colectivas - e que permite que cada um possa ser um cidadão do mundo, realmente integrado no mundo.

E é para esse mundo que a educação não-formal abre janelas através do outro com quem nos cruzamos, com quem aprendemos, e com quem interagimos, num processo que permite a aprendizagem dos direitos dos indivíduos, o desenvolvimento de potencialidades, a aprendizagem de práticas voltadas para a solução de problemas colectivos, e a aprendizagem de conteúdos que permitem a leitura do mundo e a compreensão do que se passa em volta. Sejam o “outro” idosos, reclusos, refugiados, outro grupo social, uma etnia, indivíduos portadores de deficiência, indivíduos com uma diferente prática religiosa ou com hábitos sociais que estranhamos.

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