Economia

Vontade de ter negócio próprio fê-los trocar o certo pelo incerto

2 dez 2019 12:34

Deixaram os empregos que tinham para se aventurarem num negócio, realizando sonhos acalentados durante anos. Quatro histórias de quem não teve medo de sonhar e de arriscar

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Ricardo Graça
Raquel de Sousa Silva

Sempre quis ter o seu próprio negócio, desejo que concretizou em Maio com a abertura da Lisqueijo, no centro histórico de Leiria. Para o fazer, Dora Pedrosa deixou o emprego que tinha como técnica num SPA. Como ela, muitos outros têm tido a garra de trocar o certo pelo incerto e de ir atrás do sonho. É também esse o caso de Sofia, Carina e Rodrigo, cujas histórias aqui contamos.

Dora Pedrosa abriu a loja de venda de queijos em sociedade com o namorado. O investimento rondou os 20 mil euros. A ideia de avançar com um negócio deste género começou a germinar quando em 2015 viveram na Suíça, país com grande tradição neste tipo de espaços. Em 2017 regressaram a Leiria e arranjaram emprego. A jovem de 30 anos trabalhava em part-time e a vontade de ter algo seu não a largava.

“É um risco ter o próprio negócio, nunca sabemos se vai dar certo. Todos os dias se vêem negócios que parecem bons a fechar”, diz Dora Pedrosa. A isto junta-se a responsabilidade de pagar a fornecedores, a “preocupação constante”, o nível de exigência e a incerteza a nível financeiro. “Com 30 anos as pessoas decidem comprar casa ou ter filhos. Nós tivemos este filho”, afirma.

“Sonhar alto custa tanto como sonhar pequeno. Se vivermos com o foco de chegar alto, nada nos impede de ter sucesso”, afirma Carina Pereira, que reconhece sempre ter tido a ambição de criar o seu negócio. Há seis anos, quando estava grávida da primeira filha, decidiu que era o momento. Trabalhava já na área da estética e resolveu abrir um espaço onde pudesse apostar em serviços de estética avançada (dermopigmentação paramédica e dermaplasma).

Juntou-se a uma pessoa de família e investiram cerca de 50 mil euros na Clínica Viva, na Quinta do Taborda, Leiria. Uns anos mais tarde acabou por ficar sozinha à frente do negócio. Reconhece hoje que a ambição de ter o próprio negócio pode ter sido “um bocadinho inconsciente”. “Só temos realmente a noção da responsabilidade quando avançamos com o projecto”.

Para Carina Pereira, de 34 anos, ter um negócio próprio traz liberdade de tomada de decisões. Por outro lado, está-se a construir algo seu. Mas há os aspectos menos positivos. A responsabilidade, o “nunca desligar” do negócio, o tempo todo decidado ao mesmo. Além do facto de se trocar o certo pelo incerto. “Quando trabalhamos para outrem podemos até trabalhar muitas horas, mas sabemos que recebemos o ordenado, os subsídios e eventualmente as horas extra. E fazemos a gestão da nossa vida em função dessa certeza. Quando temos um negócio próprio não é bem assim, pelo menos no início&rdqu

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