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Que competências devem ter os alunos após 12 anos na escola?

Sociedade

07 Setembro 2017

Que competências devem ter os alunos após 12 anos na escola?

O perfil do aluno do século XXI está traçado. Há dez competências chave, entre as quais ter pensamento crítico e criativo, ser resiliente, perseverante, autónomo e responsável. Valores como cidadania e liberdade estão também na base humanista

O novo Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória entrou em vigor no final do mês de Julho. Trata-se de “uma matriz comum para todas as escolas” e vertentes de ensino que define os valores, competências e princípios que devem orientar a aprendizagem.

Este documento afirma-se como a resposta na educação às novas necessidades sociais, que “convocam o sistema educativo para a definição de um perfil consentâneo com os desafios colocados pela sociedade contemporânea, para o qual devem convergir todas as aprendizagens, garantindo-se a intencionalidade educativa associada às diferentes opções de gestão do currículo”.

“Urge garantir a todos os jovens que concluem a escolaridade obrigatória, independentemente do percurso formativo adoptado, o conjunto de competências entendidas como uma interligação entre conhecimentos, capacidades, atitudes e valores, que os torna aptos a investir permanentemente, ao longo da vida, na sua educação e a agir de forma livre, porque informada e consciente, perante os desafios sociais, económicos e tecnológicos do mundo actual”, refere o documento.

No prefácio do novo perfil, Guilherme d’Oliveira Martins, ex-ministro da Educação e coordenador do grupo de trabalho, refere que não existe no perfil qualquer “tentativa uniformizadora”, mas o objectivo de “formar pessoas autónomas e responsáveis e cidadãos activos”, sublinhando a “base humanista” que lhe está subjacente.

O perfil “assume uma natureza necessariamente abrangente, transversal e recursiva”, enunciando valores, princípios e competências que se desejam obter de forma integrada em todo o currículo e não trabalhados de forma separada, em disciplinas.

Para Guilherme d'Oliveira Martins, “o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a viver juntos e a viver com os outros e o aprender a ser constituem elementos que devem ser vistos nas suas diversas relações e implicações”.

Preparar para o imprevisto “Hoje, mais do que nunca, a escola deve preparar para o imprevisto, o novo, a complexidade e, sobretudo, desenvolver em cada indivíduo a vontade, a capacidade e o conhecimento que lhe permitirá aprender ao longo da vida. Aquele que reconhece o valor da educação estuda sempre e quer sempre aprender mais”, lê-se no perfil.

O aluno deve estar dotado de “literacia cultural, científica e tecnológica para analisar e questionar criticamente a realidade, avaliar e seleccionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no seu dia-a-dia”.

Deve ser “livre, autónomo, responsável e consciente de si próprio e do mundo que o rodeia” e “ser capaz de lidar com a mudança e a incerteza num mundo em rápida transformação”, com “competência de trabalho colaborativo e capacidade de comunicação”.

Será um jovem que “valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático” e que “rejeite todas as formas de discriminação e de exclusão social”.

Espera-se ainda que os alunos adquiram competências na área das linguagens e textos, e que sejam capazes de gerir projectos e tomar decisões para resolver problemas.

No relacionamento interpessoal, dá-se enfoque ao saber trabalhar em equipa e a comportamentos em contextos de cooperação, partilha, colaboração e competição. O desenvolvimento pessoal e bem-estar são também valorizados no perfil do aluno.

Nesta área trabalha-se a motivação para aprender, bem como a iniciativa e tomada de decisões fundamentadas. Os hábitos alimentares, a prática de exercício físico, a sexualidade e as relações com o ambiente e a sociedade são aspectos a desenvolver.

Os alunos devem compreender ainda os processos próprios à experimentação, à improvisação e à criação nas diferentes artes, tanto em relação ao património cultural material e imaterial, como à criação contemporânea.

A voz dos professores

Ermelinda Mendes, directora do Agrupamento de Escolas de Ansião, considera que o Perfil do Aluno “pensa-o como um cidadão completo, capaz de enfrentar as novas exigências da sociedade”.

 

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Elisabete Cruz
Redacção Elisabete Cruz elisabete.cruz@jornaldeleiria.pt






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