Sociedade

PS tem mais votos e PSD tem mais câmaras

5 out 2017 00:00

Eleições. O PS teve mais votos do que o PSD no distrito, mas os sociais-democratas continuam a ter mais câmaras. A CDU perdeu o único município que liderava, numas eleições marcadas pela tentativa falhada de regresso ao poder de antigos autarcas.

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Maria Anabela Silva

O PS ultrapassou o PSD no distrito em número de votos, com os sociais-democratas a perderem 16 mil votos (menos 20%) face às últimas autárquicas. No entanto, esses números não se reflectiram no total de Câmaras de uns e de outros. Os sociais-democratas continuam com nove e os socialistas com sete, num mapa político que, nas eleições de domingo, ficou pintado de maneira diferente.

A Norte, o distrito está mais rosa, com o PS a conseguir vitórias históricas em Ansião e Pedrógão Grande, segurando ainda a maioria em Figueiró dos Vinhos. Só Castanheira de Pera aparece agora laranja, com o PSD a conquistar a Câmara aos socialistas.

Descendo no mapa, houve mudanças em Porto de Mós, onde os sociais-democratas vão voltar ao poder depois de 12 anos de governação socialista e, tal como aconteceu em 2005, após um processo eleitoral marcado pela divisão interna do partido que estava no poder.

Em Ourém, o PSD está também de regresso à liderança da Câmara, reconquistando a autarquia ao PS. Além da matriz ideológica do concelho, que sempre votou PSD, com excepção das autárquicas, o resultado será também o reflexo da forma como os socialistas conduziram o processo de escolha do cabeça-de-lista, teimando em candidatar Paulo Fonseca que, sabiam, não reunia condições legais para concorrer. O Tribunal Constitucional recusou a candidatura e, a menos de 15 dias, Cília Seixo teve de assumir a função de cabeça-de-lista. Perdeu, mas será uma das menos culpada neste processo.

A Oeste nem tudo ficou igual. O PSD reforçou as maiorias que já tinha em Caldas da Rainha, Alcobaça e Óbidos, o mesmo acontecendo com o socialista Walter Chicharro na Nazaré, mas houve duas novidades saídas da noite eleitoral, com o PS a reconquistar a Câmara do Bombarral 24 anos depois e a CDU a perder Peniche, o único município que presidia no distrito.

Com António José Correia impedido de se recandidatar, devido à limitação de mandatos, os comunistas apostaram em Rogério Cação. Mas, o ex-presidente da Assembleia Municipal não conseguiu melhor do que o quarto lugar, atrás do PSD, do PS e do Grupo de Eleitores por Peniche, liderado por Henrique Bertino, antigo autarca do PCP eleito agora como novo presidente da Câmara de Peniche, tornando-se no primeiro candidato de um movimento de independentes a conquistar um município na região.

 

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