Economia

Prejuízos com madeira queimada somam 360 milhões de euros

17 nov 2017 00:00

Encontro em Pombal analisou problemas do sector.

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Raquel de Sousa Silva

Terão sido queimados nos incêndios oito milhões de metros cúbicos de madeira de pinho, o que representa prejuízos de 360 milhões de euros, segundo Vítor Poças, presidente da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP).

“Estas árvores tinham diâmetro para serem usadas já nas fábricas, mas a estas juntam-se as que estavam em fase de crescimento, que também arderam, e esse prejuízo ninguém consegue identificar”, explicou o dirigente ao JORNAL DE LEIRIA.

Para que estas árvores queimadas não “apodreçam de pé”, nos pinhais, é preciso começar a proceder entretanto ao seu corte. Mas como a indústria “não tem capacidade produtiva para escoar num tempo aceitável” a madeira ardida, é preciso encontrar soluções para o seu armazenamento. Uma das sugestões, apresentadas ao secretário de Estado das Florestas,

Miguel Freitas, numa reunião realizada a semana passada em Pombal, é a criação de parques submersos, em zonas relativamente próximas das áreas ardidas. “Esta madeira queimada pode ser utilizada, mas sem chuva vai apodrecer muito rapidamente, daí a importância dos parques submersos”, diz Vítor Poças, explicando que dessa forma a madeira poderia conservar-se até dois anos. À Lusa, o secretário de Estado disse que a medida está a ser equacionada pelo Governo.

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