Sociedade

Portugueses estão hoje menos preconceituosos com os brasileiros

15 jul 2019 00:00

Estrangeiros dizem que com o passar dos anos foram perdendo “rótulos”

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Daniela Franco Sousa

Chegou do Brasil há 20 anos. Mas depois de duas décadas a residir em Lisboa, Alba Mota decidiu agora mudar-se para a região de Leiria. Quando deixou Minas Gerais há 20 anos, com as filhas, Alba procurava uma vida melhor do outro lado do Atlântico. Dois anos antes já o marido se tinha mudado para Lisboa, onde arranjou trabalho como serralheiro, que era de resto a sua ocupação principal no Brasil. 

No entanto, mais recentemente, por intermédio do patrão, o marido de Alba ficou a saber que na zona de Leiria existem muitas industrias onde a sua função é mais bem paga. Moram actualmente em Calva- ria de Cima (concelho de Porto de Mós) e o marido trabalha numa empresa dos Pousos (Leiria). 

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Alba Mota explica que não foi difícil encontrar casa e que a primeira impressão das pessoas é bastante positiva. Não era essa a sua perspectiva quando quando chegou a Portugal há 20 anos. “Foi difícil a adaptação, havia racismo. Todas levávamos o rótulo de prostitutas”, recorda Alba. Cozinheira aposentada, recorda que dificilmente uma brasileira tinha autorização para mexer na caixa registadora. Mas as mentalidades parecem ter mudado entre os portugueses: “nestes 20 anos as coisas evoluiriam muito. Há até patrões que preferem contratar brasileiros para trabalhar com o público, por- que somos mais dados”, justifica. 

Esta é também a opinião da sua filha Kivia Mota, condutora de pesa- dos de mercadorias que se dedica aos percursos internacionais. Além de Alba, do marido e das filhas, o clã dos Mota está hoje aumentado com a chegada dos netos, que já nasceram em Portugal. O Brasil tornou-se entretanto um destino para férias, que se visita muito de vez em quando para reencontrar familiares. Regressar está fora de questão para esta família, para quem as questões políticas e de emprego do lado de lá estão uma “lástima”.

Foi a pensar também em proporcionar um futuro melhor às filhas, que Amanda Gardim, d

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