Covid-19

Pedidos de ajuda multiplicaram-se junto da Associação Novo Olhar II

1 jun 2020 11:38

Prostitutas, toxicodependentes e sem-abrigo são alguns dos utentes desta estrutura

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Seis técnicos têm reforçado a sua atuação para que ninguém fique à deriva
Ricardo Graça
Daniela Franco Sousa

“Felizmente, com o nosso aconselhamento, muitas trabalhadoras do sexo deixaram de atender clientes. Mas porque deixaram de trabalhar, também deixaram de ter rendimentos. Portanto, também tiveram de nos pedir mais ajuda”, exemplifica Patrícia Quintanilha, directora da Novo Olhar II, associação sediada na Marinha Grande e que actua na região desde 2000.

Toxicodependentes, alcoólicos, ex-reclusos, doentes com HIV, com hepatites virais, trabalhadoras e trabalhadores do sexo fazem parte do conjunto de pessoas às quais esta associação presta apoio. No total são cerca de 600 os utentes da ANO II, muitos dos quais frequentadores do Centro Socio-sanitário Porta Azul, aos quais se juntam ainda mais 1954 utilizadores da Loja Social.

“Notamos um grande aumento de pedidos de ajuda nos últimos meses. Por uma lado, temos utentes habituais que procuram um novo tipo de ajuda, nomeadamente alimentar. Por outro, temos novos utentes, que chegaram até nós, essencialmente através das nossasequipas de rua”, especifica Patrícia Quintanilha.

“Há ainda uma comunidade grande de brasileiros que recorre à Loja Social e há romenos que chegam ao Porta Azul para pedir roupa e tomar banho”, acrescenta o presidente da ANO II. Carlo Melo realça que, com os mesmos seis técnicos, e com muito mais solicitações, a associação arregaçou as mangas e “nunca deixou ninguém à deriva”.

O apoio de supermercados e de pastelarias locais também tem sido muito importante neste auxílio, reconhece o presidente. Para manter o atendimento em segurança, a ANO II fechou o Porta Azul e criou uma linha de apoio telefónico que funciona sete dias por semana. Foram também redobrados os contactos através das redes sociais.

“Em vez de a

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