Viver

Para "Viver a Aldeia" é preciso "Bons Sons"

9 ago 2019 00:00

Cem Soldos | Festival de 2019 com mais palcos, mais ecologia e menos gente

Jorge Silva (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Praça de Cem Soldos (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Praça de Cem Soldos (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Praça de Cem Soldos (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Retemperar as forças (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Retemperar as forças (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Retemperar as forças (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
A azáfama de começar (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
A azáfama de começar (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
A azáfama de começar (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Sol não perdoa em Cem Soldos (foto: Nuno Brites | IntouchS.)
Sol não perdoa em Cem Soldos (foto: Nuno Brites | IntouchS.)
Sol não perdoa em Cem Soldos (foto: Nuno Brites | IntouchS.)
Voluntários são 100 (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Voluntários são 100 (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Voluntários são 100 (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Luís Ferreira (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Luís Ferreira (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Luís Ferreira (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Festival de toda a gente(foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Festival de toda a gente(foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Festival de toda a gente(foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Luna Barreto (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Luna Barreto (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Luna Barreto (foto: Nuno Brites | IntouchStories)
Jacinto Silva Duro

Luna Barreto, 22 anos, chegou de Tomar para integrar o exército de quase 100 voluntários que ajuda a preparar a aldeia de Cem Soldos para acolher a multidão de amantes de música feita em Portugal que, desde 2006, ali peregrinam. 

De bolsa festivaleira de pano e copo à cintura – material obrigatório - chegou uma semana antes do início do festival Bons Sons e sairá um dia depois. É o terceiro ano em que participa. Para se ser voluntário, é preciso passar por uma entrevista e responder a várias perguntas. 

“Se estivesse no Porto, como convenceriam um estrangeiro a ir ao Bons Sons?” Luna diz que apenas diria a verdade sobre o festival. Seria o suficiente. Todos fazem a entrevista e dos 500 que, este ano, se candidataram, 400 ficaram de fora. 

Cartaz Bons Sons 2019
Tiago Bettencourt • Júlio Pereira • Luísa Sobral • Helder Moutinho • Budda Power Blues & Maria João • Dino D’Santiago • Pop Dell’Arte • Moullinex • X-Wife • Três Tristes Tigres Diabo na Cruz • First Breath After Coma + Noiserv • Glockenwise + JP Simões • Sensible Soccers + Tiago Sami Pereira • Benjamim + Joana Espadinha • Joana Gama + Sopa de Pedra • Lodo + Peixe Stereossauro • DJ Ride • Fogo Fogo • Scúru Fitchádu • Paraguaii • Baleia Baleia Baleia • Pedro Mafama • Tape Junk • Senza • Afonso Cabral • Ricardo Toscano e João Paulo Esteves da Silva • Miramar • Raquel Ralha & Pedro Renato • Jorge da Rocha • Mano a Mano • Sallim • Galo Cant’às Duas • Orquestra Filarmónica Gafanhense • Tiago Francisquinho • Gator, the Alligator • Cosmic Mass • Mister Teaser Francisco Sales • Dada Garbeck • Valente Maio • Ricardo Leitão Pedro • DJ Narciso • DJ João Melgueira • Carlos Batista • Vénus Matina • Rezas, Benzeduras e Outras Cantigas • Telma • Cal • Adélia • Pequenas Espigas • Vozes Tradicionais Femininas • Inês Campo • Tânia Carvalho • Francisco Pinho • João Dinis Pinho • Dinis Santos

“No ano passado fiquei no restaurante dos artistas e este ano também quero lá trabalhar”, diz, justificando que os músicos são gente simpática e solícita. Até ao início do Bons Sons, ajuda no que é preciso. Em equipa ou a solo, caia paredes, roça ervas, monta redes de sombra e ajuda a tornar a “aldeia” mais acolhedora. 

Porque se há coisa que sobra em Cem Soldos é a simpatia de toda a gente, dos mais velhos aos mais novos. “Estranhamente, não há muitos voluntários de Tomar”, faz notar. Mas há jovens de todo o País e mesmo do Brasil. Entre hoje, dia 8, e domingo, dia 11, o Bons Sons celebra 13 anos e dez edições que o transformaram num evento de culto. 

Recusa ser para massas e, em 2019, reduziu o número de entradas das 38.500 do ano passado, para 35 mil, ao longo dos quatro dias. Jorge Silva, director executivo do festival e presidente do Sport Club Operário de Cem Soldos (SCOCS) recorda o caminho percorrido. 

"Era ‘uma coisa numa aldeia do Ribatejo, dedicada à cultura, entidade e música portuguesas’ e é extraordinário termos conseguido chegar até aqui. No ano passado, embora tenha sido a melhor e maior edição de sempre, percebemos que não somos um evento de massas. 

Queremos ser um festival de experiências", garante. Entre as novidades, para que o público vá “viver a aldeia” - mote do festival -, houve o reforço do da eliminação do plástico, com a loiça a ser completamente biodegradável e até houve a criação de um espaço de silêncio no campismo.

"Queremos que, a partir de uma certa hora, deixem de procurar a Elsa... é uma tradição que ainda mexe! Há um público que traz crianças e que quer mais sossego." As pessoas da terra, sublinha, continuam entusiasmadas com o evento após estes anos, e tudo fazem para ajudar. 

"Temos várias iniciativas para celebrar o aniversário como um livro que ilustra o que aconteceu ao longo das dez edições: o que Cem Soldos e o País ganharam culturalmente, com o Bons Sons. Somos mais do que um fes- tival de música, somos uma aldeia em manifesto", diz. 

Bons Sons é núcleo de partilha e criação
Luís Ferreira, criador e director artístico do evento, anuncia um programa virado para a celebração nos dez palcos. Em 2019, a Música Portuguesa a Gostar Dela Própria passou para o Lagar, na Igreja paroquial há um espaço dedicado a Carlos Paredes e a instrumentistas que irão demonstrar uma dimensão orgânica da música clássica, e a Eira é agora o palco Variações. 

A festa de encerramento está a cargo de Moullinex, que chamou vários artistas para colaborar.  

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