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Palavra de honra | Estamos mesmo a ouvir-nos uns aos outros ou apenas à espera da nossa vez de falar?

13 jan 2026 10:26

Diogo Pedrosa, professor, ilustrador e músico

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- Já não há paciência... para andar a selecionar cookies, abrir as preferências e decidir quais os sites que nos podem seguir. No fundo, é só uma bolacha. Como posso dizer não a uma bolacha?

- Detesto... convencidos sem conteúdo, arrogância barulhenta e a maldade sem propósito.

- A ideia... vem de estados e um pouco de conceitos. Vem de emoções intensas, confusas ou claras, que procuram expressão. Quando encontra a forma certa, transforma-se em algo partilhável e cria uma ligação entre quem sente, quem escuta e quem vê.

- Questiono-me se... estamos mesmo a ouvir-nos uns aos outros ou apenas à espera da nossa vez de falar.

- Adoro… lareiras no inverno e ginger ales no verão. Sentir-me fresco quando está calor e quentinho quando está frio.

- Lembro-me tantas vezes... das coisas que tenho para fazer... exatamente no momento em que estou ocupado e não as consigo fazer.

- Desejo secretamente... poder dar àqueles perto de mim, namorada, família, amigos, tudo o que desejam, que ninguém visse os seus sonhos limitados por dinheiro. Criar um espaço perto da natureza onde possamos viver todos juntos. Sem querer parecer um culto, claro… Alguém tinha de recolher o lixo e tratar da horta, mas isso decidia-se depois…

- Tenho saudades... dos almoços de domingo em casa da minha avó. Não só saudades dela, da comida, ou de ir ao café depois do almoço com o meu primo e o meu irmão, mas, sobretudo, do ritual familiar.

- O medo que tive… era das traças. Pó em forma de pequenas borboletas castanhas, inofensivas, mas com um voo desordenado, que insistiam em cruzar-se com o meu rosto, deixando-me extremamente desconfortável. Hoje em dia já consigo tolerá-las, não como amigas, mas como inquilinas imprevisíveis.

- Sinto vergonha alheia... de quem faz da reclamação um motivo de orgulho e procura validação social através disso.

- O futuro... não será o céu, mas há algo reconfortante em pensar que há um lugar reservado para quem se dedicou a praticar o bem sem segundas intenções. E para os cães, claro, eles merecem.

- Se eu encontrar... uma moeda de 1 ou 2 cêntimos, pondero se apanho ou não. A partir dos 10 cêntimos, a moeda é minha.

- Prometo... continuar do lado da curiosidade, do cuidado e da tentativa honesta.

- Tenho orgulho... dos meus pais