Sociedade

Outfit 21, fábrica de confecção de Leiria, entra na luta contra o Covid-19

30 mar 2020 09:00

Antiga Unilopes, do Soutocico, começou hoje a produzir calças e batas hospitalares

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Outfit 21 produzirá 240 peças de equipamentos hospitalar individual por dia
DR
Jacinto Silva Duro

Hoje, dia 30 de Março, às 8 horas da manhã em ponto, uma equipa da fábrica de confecção Outfit 21, antiga Unilopes, sediada no Soutocico, freguesia do Arrabal (Leiria), começou a produzir calças e batas de protecção médica.

Por dia, a unidade irá fabricar 240 peças: 120 batas e 120 calças, a pedido do Município de Leiria, para ajudar a combater a pandemia de Covid-19.

“Iremos prescindir de todas as margens, à excepção do custo do trabalho dos operário. Vamos também oferecer todos os acessórios”, explica Mário Gaião, um dos administradores que, em conjunto com Vítor Fernandes, adquiriu a empresa em Fevereiro.

A matéria-prima será fornecida pela autarquia, através de um retalhista e grossista do concelho. “Quisemos que o processo fosse o mais transparente possível e preferimos que fosse a Câmara Municipal a negociar essa parte”, adianta o responsável. À Outfit 21 caberá a produção e expedição das batas e calças.

A participação da empresa da freguesia do Soutocico começou, na passada quarta-feira, dia 25, logo pela manhã, com um telefonema do vereador Ricardo Santos para os administradores, indagando da possibilidade de participarem no esforço que está também a ser partilhado por outras empresas do concelho. 

Modernização e aposta na exportação
A Outfit 21, antiga Unilopes, emprega 173 pessoas e existe há 38 anos. Com a recente mudança de mãos, os novos responsáveis pretendem modernizar a empresa, continuar a aposta no mercado nacional e, simultaneamente, redobrar os esforços de internacionalização e exportação. A aquisição foi um processo que Mário Gaião explica ter estado a “amadurecer” durante quatro anos. “Embora tenhamos de repensar alguns aspectos, perante a actual situação, a médio prazo pretendemos fazer crescer a força de trabalho em 209 ou 30 por cento para dar resposta ao esforço de internacionalização”, sublinha. 

“Naquele momento, estávamos a pensar encerrar toda a actividade da empresa por duas semanas, porém, tendo em conta esta solicitação, analisámos a situação ara ver como lhe poderíamos responder”, recorda Mário Gaião.

Foi, assim, decidido manter uma equipa a trabalhar, para responder ao pedido de produção de material hospitalar de protecção individual.
Seguiu-se uma corrida contra o tempo para criar os protótipos que serviriam para modelar o produto final, após validação das autoridades de saúde. Todos os processos de desenvolvimento de produto foram interrompidos e os esforços canalizados para esta tarefa.

Em menos de 24 horas, os protótipos de calças e batas estavam concluídos e foram enviados para apreciação.

Hoje, ao final do dia, estará concluído o primeiro lote de equipamentos individuais.



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