Desporto

Os amigos de Yao ou a celebração do afecto pela partilha de uma bola

23 ago 2018 00:00

O basquetebolista do Juncal aproveitou as férias antes de integrar os trabalhos da selecção nacional para regressar a casa. E, com os colegas de sempre, foi fazer umas jogatanas.

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O pôr-do-sol aproxima-se e o calor, insuportável durante a tarde, diminui de intensidade. A rapaziada sai da toca, porque está na hora de dar o corpo ao manifesto. A um ringue perdido na Corredoura, no concelho de Porto de Mós, começam as chegar, paulatinamente, uns matulões.

Sapatilhas bota, calções compridos, camisola de alças, bola laranja na mão e várias alusões à NBA na indumentária. E chega outro rapaz, ainda mais matulão, com perfil de desportista profissional. “Então, Yao, estava a ver que não vinhas...”

Yao é João Grosso. Um rapaz de 24 anos do Juncal que é, apenas e só, um dos melhores basquetebolistas portugueses. Depois de ter estado no Centro de Alto Rendimento, de uma aventura na Galiza e de representar o FC Porto, joga agora na histórica Ovarense. E, por estes dias, está no lote de 14 eleitos que prepara, em estágio da selecção nacional, a segunda ronda de pré-qualificação para o Eurobasket de 2021.

Mas ali, naquele ringue de cimento exaurido pelo tempo, é apenas mais um entre pares. Em paixão está em pé de igualdade com o Daniel Matias, com o Francisco Jordão e com o Nuno Agostinho, os colegas de ocasião, mas também de uma vida. São, acima de tudo, grandes amigos com uma paixão em comum.

Em algum ponto do processo formativo, alinharam juntos nas equipas do Iejota - Instituto Educativo do Juncal. Depois, cada um seguiu a sua vida, mas a paixão pela bola ao cesto manteve-se inalterada.

Depois, os talentos de João Grosso permitiram-lhe uma carreira ao mais alto nível. Os outros, uns melhor, outros pior, uns com mais pontaria, outros com consideravelmente menos, vão fazendo as suas jogadas, porque o basquetebol tem isso de único: basta um cesto e duas pessoas para se fazer a bola saltar.

As equipas fazem-se rapidamente e sem discussões. O objectivo é proporcionar o maior equilíbrio possível. Como quem sabe nunca esquece, o pessoal apresenta argumentos. Depois, as coisas hierarquizaram-se de forma natural.

“Agora é que vai ser. O Yao chateou-se!” Chega uma altura em

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