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Nas ondas da Praia do Norte, as equipas de segurança também são gigantes

Desporto

17 Abril 2017

Nas ondas da Praia do Norte, as equipas de segurança também são gigantes

PO ISE Portugal

Os pilotos das motas-de-água utilizadas na Nazaré são eles próprios atletas de elite que se destacam pelo sangue-frio.

Hugo Vau é o único português nomeado para a maior onda do mundo em 2017, mas, neste texto, falamos dele por causa da equipa que forma com Garrett McNamara e da mota-de-água que conduz quando o havaiano está no mar, em Portugal. A técnica que permite cavalgar as vagas monstruosas da Praia do Norte, provavelmente as mais perigosas do mundo, chama-se tow in. Por cada surfista, um piloto, que o reboca até à crista da onda e resgata no fim da viagem.

Além de Hugo Vau, que vive nos Açores, mas passa boa parte do ano na Nazaré, Garrett McNamara confia a segurança a um segundo piloto, também ele surfista, o britânico Andrew Cotton. São apoiados, a partir de terra, por dois spotters instalados no Forte de S. Miguel, habitualmente Nicole Macias (a mulher de Garrett) e outro colaborador, que têm a missão de chamar para as melhores ondas que vêem formar-se no horizonte e de ajudar a localizar o surfista, quando este cai à água. Tudo via rádio.

Agora que a temporada de Inverno já lá vai, ficam as nomeações para os Big Wave Awards: 4 ondas surfadas na Praia do Norte, incluindo Hugo Vau, em 5 finalistas na categoria XXL, reservada às maiores entre as maiores, dão uma ideia dos perigos que os surfistas ali enfrentam. Cabe aos pilotos das motas-de-água resgatá-los da escuridão do oceano e devolver-lhes a esperança à superfície.

"Ponho a minha vida em risco, para os tirar de uma situação de perigo, e no fundo é essa confiança que nos dá alguma segurança e nos faz ter conforto para arriscar", afirma Hugo Vau, explicando o que está em causa quando se dá o peito aos disparos do canhão da Nazaré, o desfileiro submarino que amplia a agitação do mar. "Um erro aqui paga-se muito caro e tem três tipos de custo: o primeiro custo, que é o que menos interessa, é o material, uma prancha partida ou uma mota afundada, depois o segundo custo é uma lesão grave ou mesmo irreversível, e o terceiro é pagar com a vida". 

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Jornal de Leiria
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