Sociedade

Médicos obstetras não fazem cesarianas a pedido

19 abr 2021 20:30

Número de partos diminui em 2020 no Centro Hospitalar de Leiria

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Cesarianas são sempre uma solução de recurso e para garantir o bem-estar da mãe e do bebé

O número de cesarianas no Centro Hospitalar de Leiria (CHL) diminuiu em 2020 face ao ano anterior, contrariando a tendência nacional. O Governo estabelece penalizações para os hospitais que realizem um terço dos seus partos por cesariana, uma medida que não agrada aos especialistas, que consideram a decisão do parto um acto médico.

Em 2020, o CHL realizou 1876 partos, menos 45 do que no ano anterior. Foram efectuadas 487 cesarianas, uma diminuição de 37 intervenções cirúrgicas face a 2019, e 964 partos normais. Realizaram-se outros partos com recurso a ventosa e fórceps.

António Santiago, director do serviço de Obstetrícia e Ginecologia do CHL, sublinha que o número de cesarianas é sempre variável, porque dependem “muito das indicações e complicações que surgem, das patologias das grávidas que aparecem e se há mais situações de gémeos, em que o primeiro está de rabito ou primeiras gravidezes em que o bebé está sentado”.

No entanto, o especialista garante que não há cesarianas a pedido e sem critério clínico. “É sempre pela segurança da mãe e do filho. Sabemos da pressão e estamos absolutamente contra que o procedimento médico seja condicionado por motivos economicistas,

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