Sociedade

Mar vai desalojar milhares de pessoas no distrito até 2050

30 mai 2019 00:00

Estudo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa aponta Alcobaça e Peniche como os concelhos do distrito de maior risco.

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Maria Anabela Silva

No final deste século, a zona dos estaleiros navais de Peniche e da área industrial envolvente pode ficar submersa na maré alta, assim como o porto de abrigo da Nazaré e o troço da marginal que está em frente, bem como a área que circ unda as margens do troço final do rio Alfeizerão entre Alcobaça e Nazaré.

Estes cenários são projectados no estudo Cartografia de risco costeiro associado à subida no nível do mar como consequência das alterações climáticas, elaborado por uma equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

Segundo o estudo, em 2050, o distrito terá cerca de 3800 pessoas a viver em zonas vulneráveis à subida do nível do mar, tendo sido considerado um aumento médio de um metro até ao final do século. Nesse momento, as projecções feitas pela equipa coordenada por Carlos Antunes estimam que o número de pessoas afectadas pela subida do mar no distrito possa ultrapassar as 5500.

De acordo com as projecções (disponíveis em www.snmportugal.pt), em 2050, as zonas vulneráveis abrangerão áreas com cerca de 2940 edifícios, número que, no final do século, subirá para perto de 4000. Peniche e Alcobaça estão identificadas com as zonas de maior riscos, estimando-se que a subida do mar ameace, em 2100, perto de 1430 habitantes e 614 edifícios, no primeiro caso, e quase 1130 residentes e 1232 construções, no segundo.

Em declarações ao JORNAL DE LEIRIA, Carlos Antunes explica que os cálculos foram efectuados com base nos Censos de 2011, cruzados com dados de cartografia de inundação e de vulnerabilidade física costeira, “num cenário extremo de maré”, coincidente com “período de praia-mar e um temporal semelhante ao Leslie”, que, no ano passado, deixou um rasto de destruição na região.

“O que fizemos foi, perante estas condições, calcular o potencial de inundação e contabilizar quantos edifícios e residentes podem vir a ser afectados”, adia

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