Viver

As mãos que deram à luz os Olharápos (com galeria)

16 jun 2018 00:00

Regresso | Jorge Gameiro, o homem que criou a versão final dos Olharápos que animaram a Expo 98 - Exposição Internacional de Lisboa, há 20 anos, é natural de Pombal e quer criar um museu com estas e outras peças na sua freguesia natal

Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Fotografia: Jacinto Silva Duro
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Jacinto Silva Duro

Uma multidão de garridos seres de faces humanas, tentáculos, caudas, garras e bicos, compunha o cortejo de Olharápos da Expo 98, que desfilava assim que o sol se punha no recinto junto ao Tejo, emprestando um lado exótico e colorido ao maior e mais internacional evento que Portugal recebera até então. Foi assim, todos os dias, entre 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998.

Além do espectáculo multimédia, Accqua Matrix, aquela parada de seres fantásticos era o momento alto do quotidiano. As grandes figuras foram esculpidas em espuma, silicone, látex, tinta e metal, pelas mãos sábias de artesãos das Caldas da Rainha, orientados por Jorge Gameiro, especialista em animatrónica - arte de dar vida a personagens ou seres vivos através de dispositivos robóticos.

Natural de Santiago de Litém, Pombal, o criativo que transformou os desenhos unidimensionais de um pré-projecto de Gorjão Clara, pensado para a Lisboa Capital Europeia da Cultura 1994, em seres com profundidade e vida, quer agora criar um museu com os 12 protótipos dos Olharápos, na sua terra natal e, como bónus, abrir no concelho um museu de cera com episódios da História de Portugal.

Antes disso, os Olharápos vão poder ser vistos, num animado cortejo, durante mais uma edição da Mostra Gastronómica da Região Alitém, que decorre, este Verão, na vila de Albergaria dos Doze.

Alguns têm dois, outros, três metros de altura e por agora os animais e seres fantásticos estão armazenados numa garagem da Junta de Freguesia de Alitém, em Santiago de Litém, enquanto não se encontra um espaço mais condigno para estas relíquias da história contemporânea portuguesa.

"Tenho uma promessa do presidente da Junta de que se irá arranjar um lugar melhor”, conta Gameiro, numa tarde de chuva, enquanto examina, preocupado, o estado de conservação dos originais que serviram de modelo para criar os moldes que deram à luz todos os Olharápos que povoaram a Expo 98.

O criativo tem mais planos de futuro, caso haja abertura e apoios oficiais ou privados. A Junta de Freguesia também lhe cedeu uma escola primária desactivada na localidade da Junceira onde guarda boa parte do seu espólio. Cenários, figuras animadas e em cera, espadas, capacetes, figurinos, protótipos dos pastorinhos de Fátima, caricaturas de Angela Merkel e artigos vários juncam o espaço.

É ali que Jorge Gameiro quer criar um museu de cera com cenas da história de Portugal. A ideia é utilizar um formato blackbox, com 17 cenas e cerca de 40 figuras históricas em tamanho real, com animação real. “Ao regressar a Santiago de Litém, depois de dezenas de anos fora, quero fechar o círculo”, diz.

Fumo colorido e bolas de sabão
Há 20 anos, criar os 72 Olharápos foi um trabalho de grande habilidade e mestria. Foi pre

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