Sociedade

Confraria do Príapo debate o falo das Caldas ao jantar com Moisés de Lemos Martins

16 mar 2026 16:11

Associação dá conta de tabu à volta deste tema da cultura popular local

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Confraria reconhece dificuldades na promoção do falo enquanto manifestação cultural local
Fotografia: Ricardo Graça/Arquivo

“A sátira e a ironia populares, contra as formas estabelecidas de poder e o puritanismo dos costumes: - Do báculo genital da estátua de D. João Peculiar, ao “manguito” do Zé Povinho e à cerâmica fálica das Caldas”, é o tema de um jantar-palestra acerca do falo das Caldas, agendado para o dia 27.

Organizado pela Confraria do Príapo e dinamizado pelo professor catedrático jubilado da Universidade do Minho, Moisés de Lemos, o encontro centra-se na relação entre o universo da cerâmica fálica das Caldas da Rainha, a criação da figura de Zé Povinho e o báculo da estátua de D. João Peculiar, “como uma forma clara de sátira popular, de resistência aos poderes estabelecidos e ao puritanismo dos costumes”.

Em comunicado, a confraria reconhece dificuldades na promoção do falo, que é um dos símbolos populares da cidade, “muito por conta do tabu”, que existe em torno do tópico.

“A comunidade tem opiniões diversas com a figura fálica. Ora orgulho quando, no exterior, das Caldas da Rainha, ora de autocensura, dentro de casa.”

O jantar-palestra terá lugar no My Heritage Rainho Pereira, na Rua Conceição Sales, em Caldas da Rainha, e iniciará às 20 horas. Para participar, deverá marcar através do email: confrariapriapo.dir@gmail.com.

Fundada em 2009 a confraria, sediada nas Caldas da Rainha, tem vivido uma actividade irregular. A sua fundação ligou-se à relação popular que a cidade tem com a representação do "Phalo" nas suas peças de cerâmica.