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Leiria ganhou Centro d’Artes Villa Portela

5 out 2016 00:00

Um dos mais emblemáticos imóveis históricos de Leiria, a Villa Portela vai transformar-se em centro de artes gerido pela Câmara.

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Jacinto Silva Duro

Ricardo Charters d’Azevedo (na foto), o proprietário, e o presidente da Câmara, Raul Castro, anunciaram em conjunto, na segunda-feira, que o assunto será levado a aprovação da Câmara, no dia 18, para depois ser apreciado pela Assembleia Municipal.

O edifício e o parque verde circundante vão ser entregues ao município pelo proprietário e pela esposa, poderão estar abertos ao público, tudo indica, a partir de Janeiro de 2017, quando o acordo for reconhecido em notário.

“Nos termos do acordo a Villa fica propriedade da Câmara à data da assinatura do acordo em notário, depois de ter o assentimento da Assembleia Municipal para encargos plurianuais e o visto do Tribunal de Contas. A renda [3500 euros mensais, pagos até ao falecimento de ambos os actuais proprietários] é, nos termos do código Civil, um processo de passagem do bem imediatamente para a propriedade de outrem e para garantir que não haverá “ingratidão” e que o bem será usado para os fins para que foi doado. Assim se justificam as cláusulas que permitem o retorno [para os herdeiros] por não cumprimento do acordado”, explica o proprietário.

“A aquisição deste espaço emblemático é uma grande mais-valia para o projecto de candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura”, disse Raul Castro. Uma mais-valia que Charters d’Azevedo considera um “contributo pessoal para a candidatura”.

O Centro d’Artes Villa Portela conta com 17 mil metros quadrados, entre jardins e espaço coberto, onde serão criadas oficinas para artistas plásticos, haverá concertos, residências artísticas e até uma cafetaria.

Para o espaço irão ainda as bibliotecas do historiador Jorge Estrela e a do próprio Ricardo Charters d’Azevedo, sobre a história de Leiria. O doador resume que “é preciso que a cidade queira fazer coisas e que os leirienses tenham sugestões para dar”.

Já em 1971, o pai de Ricardo, Roberto Charters d’Azevedo tentou doar um centro de artes a Leiria, mas o acordo não vingou.

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